Super Mario
Dia nublado, frio pra caramba. Playstation 2 largado ao canto; com ele mais 5 jogos, todos zerados. Na estante, 5 DVDs (2 originais, 2 piratas e 1 de origem desconhecida), todos vistos e revistos. Dia totalmente propício ao tédio. Sentei no sofá, liguei a TV, é domingo! Faustão? Não, ninguém merece. Um dia eu assino SKY, mas, por enquanto, pago o preço.
Que frio! O que eu faço? Olhei para cima e vi uma salvação. Era cinza, quadrado e lindo: sim! Era ele, um Super NES, lindo e maravilhoso. A nostalgia tomou conta do ambiente. Tive uma lembrança, uma coisa difícil de superar: nunca fiz final no Super Mario World! Chorei por 30 minutos — a lembrança era forte demais.
Cansei de chorar! Levantei. “Vou fazer final hoje” — pensei com meus botões. Tentei ligar aquele console, que, outrora, quis esquecer, mas ele não liga! Quebrado? Não, acho que está sujo. Vou limpá-lo! Limpei.
Console limpo. Fumaça começa a tomar conta do ar. O que é aquilo? Não pode ser! Um homem de estatura baixa, um pouco acima do peso, boné vermelho. Não, não pode ser!
- Super Mário?
-Preciso salvar a princesa!
Diálogo rápido. Ficamos ali parados, sem falar nada, por uns 40 minutos, afinal, eu não sabia o que dizer. Depois de muito pensar, contei ao Super Mario sobre a piada que haviam feito com o seu nome. Ele ficou um pouco bravo, não gostou da estória do armário.
- Mama mia! – disse Super Mário, muito bravo.
De repente, ele começou a ficar com um olhar psicopata. Percebi que ele estava olhando para a varanda. ” Não. Firmino! Ele viu o Firmino!” — pensei atormentado. Firmino era uma tartaruga ou jabuti, sei lá, que vivia com nossa família. Firmino percebeu o olhar, e correu, correu como nunca. Em 30 segundos ele foi capaz de percorrer 10 cm. Acredite, isso é bastante para uma tartaruga (ou jabuti, sei lá).
-Nã?ãAãoooo… – gritei desesperadamente tal qual uma gazela.
Pluft!
Super Mario saiu correndo, deu um salto e caiu sobre Firmino. Era o fim, o casco de Firmino saiu pulando pela rua. Pobre Firmino. ” Mario, seu baixinho filho da p*” — pensei atormentado e desolado. Olhei para trás e só pude ver Mario pulando para dentro de um cano, para não mais voltar.
- Tomara que o Koppa te pegue! E pegue a princesa! Ah! E o Yoshi também – gritei indignado.
Voltei para o quarto, deixei de lado o Super NES. Olhei nas minhas coisas e, para a alegria da humanidade, achei uma Playboy! Afinal, tédio é para os fracos.

Postado em maio 16, 2007
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