Um monitor LCD 19″ para o dia nascer feliz.

Sou um porco capitalista, confesso. Gosto de tecnologia, como carnes, uso pilhas e faço tudo mais que o Green Peace abomina. Pior: não planto árvores. Ok, eu sei que estou errado, mas mudarei um dia, acredite. Contudo, estou tranqüilo, não sou tão abominável assim. Poderia ser pior, e só não é porque eu ainda não tenho grana suficiente para comprar um carro e, por conseqüência, não posso contribuir com minha porção de gás carbônico. Então, repito, poderia ser pior.

Na verdade, ultimamente não ando exercendo esse meu espírito capitalista. Estou totalmente zen, tanto que ainda não comprei um belo e assaz iPod Touch, ainda. Menos mal, assim não contribuo para o sacrifício dos infelizes macaquinhos escravos do Steve Jobs. OK, para ser sincero, eu estou é ficando pão duro. Não quero gastar. Quero deixar o dinheiro guardado. É legal fazer isso. Ok, ok, eu não sou tão pão duro assim, também. Mas, sei lá, melhor deixá-lo guardado por precaução. Além do mais, estou contribuindo para acabar com este mundo capitalista.

Todavia, entretanto, no entanto, por questões de saúde eu não posso exercer mais minha precaução monetária, ou, como é popularmente chamado, ser pão duro. Agora eu preciso gastar! Explico o porquê: como dito antes, estou extremamente dolorido. Meu pescoço está sofrendo com a minha má postura, a qual, concluí, está sendo causada pela maneira com que eu visualizo o monitor. Pois bem. Descobri que se o monitor fosse um pouco mais elevado – à altura da minha visão, para ser exato – eu não estaria sofrendo com este problema.

Como meu monitor é um desses CRT de 15″, além de ser difícil de visualizá-lo, eu não tenho como elevá-lo, já que ele é um trambolho. Então a solução é comprar um monitor LCD, para daí sim poder alinhá-lo à altura da minha visão, eliminando assim essa maldita dor, o que me traria imenso alívio.

Uma vez explicado minha situação, convenhamos, o Green Peace não pode e nem poderá me incluir nestas más estatísticas. Afinal, é questão de saúde, minha gente. Realmente estou precisando exercer meu papel capitalista neste mundo. (sorry, Fidel)

Agora que estou com a consciência ligeiramente leve, eu mostro a vocês o que pretendo adquirir para o bem da minha saúde (é sério):

monitor samsung lg

Vejam que monitor assaz. Essa belezura tem 19″ polegadas! Imagina só um pornô num monitor desse o quanto posso me tornar mais produtivo com ele. Aliás, produtividade é a palavra-chave.

Além da dor, que repito toda hora, eu também estou com uma síndrome baiana, ou seja, estou preguiçoso. Estou até pensando em preparar um energético natural (guaraná, catuaba, amendoim, viagra). Enfim, preciso eliminar esses problemas para voltar a ser produtivo. Com este monitor, menos um problema. Daí sobrará apenas a preguiça, mas isso uma namorada academia deve resolver.

Anos Incríveis – Relembrando o que precisa ser lembrado.

anos incríveis

Minha memória é mais curta do que eu gostaria que fosse, por isso não é raro eu esquecer certas coisas, sobretudo aquelas mais distantes, e que são justamente as que mais gosto. Quando o assunto é filme e/ou série, então, pior ainda. Se eu assisti um filme há uns dois anos atrás, eu posso assistir de novo que ainda assim ele me surpreenderá. Infelizmente, realmente não os guardo na memória, e são raras as exceções.

Anos Incríveis é uma dessas coisas que minha mente, sem meu consentimento, apagou. Não completamente, mas boa parte. Isso é demasiadamente frustrante. Não gosto de esquecer coisas boas, e Anos Incríveis era muito bom, muito mesmo. Aliás, tudo o que eu assistia na TV Cultura era.

Contudo, por mais que seja ruim não lembrar daquilo que gostamos, não é interessante nem necessário ficar choramingando por isso. Em tempos de internet, YouTube e tudo mais, uma simples pesquisa resolve o problema, já que encontramos aquilo que gostamos facilmente. Não preciso dizer que há Anos Incríveis no YouTube, né? Felizmente há sim. Porém, sabem como é, o interessante é guardar, e de alguma forma ter a certeza que a qualquer hora poderemos assistir. E, sim, isso também é possível. Há uma comunidade no Orkut destinada a isso, ou seja, a compartilhar episódios de Anos Incríveis; todos dublados e gratuitos.

Poder baixar e relembrar Anos Incríveis é demasiado bom. Show de bola. E claro que estou fazendo isso. O ruim é que na verdade não me lembro de quase nada da série. Está tudo meio novo para mim. Mas tudo bem, eu assisto de novo. Além do mais, é muito legal o “inédito”. Para ser sincero, eu me lembro que a Winnie Cooper era bem mais gatinha, linda demais, muito mais do que ela está na parte em que estou assistindo, isso me fez concluir o óbvio: ela “sofrerá” uma interessante metamorfose no decorrer da série. Isso é deveras legal, parece “o patinho feio” que vira um cisne.

Aliás, não virou um cisne, virou foi uma tigresa.

Por isso eu digo: acho que amo a Winnie Cooper. :D

Em tempo: descobri que o Kevin Arnold também cresce. o.O Estou dizendo que eu não me lembro muito bem das coisas…

Dores no pescoço. Dores nos braços. Dores em tudo.

Viver uma vida sedentária tem seu preço, um preço alto, eu diria. Preço este que geralmente é pago com uma barriguinha levemente crescente, ou ainda, quem sabe, uma dor aqui, outra acolá; sem esquecer, é claro, que algumas vezes se paga dos dois jeitos, o que, infelizmente, é o meu caso. Estou com barriga e com dores. Não que dê para dizer “nossa que barriga grande”, mas ainda assim, na minha concepção, está um pouco acima do normal. Quanto às dores, estas sim, estão de doer (trocadilho oportuno, hein?).

Aliás, eu nem posso reclamar muito, pois, daí sim fico parecendo um daqueles velhinhos que vivem reclamando de dor. Afinal, com 19 anos eu tenho é que esbanjar saúde.

Se eu fosse casado eu nem reclamaria, nem me importaria com a barriguinha crescendo, pois já estaria casado mesmo*. E, também, se eu fosse sadomasoquista, já que a dor seria uma delícia. Mas, como não sou casado e, tampouco, sadomasoquista, eu reclamo mesmo.

Tem dias que dói o ombro; no outro, a mão. Tem dias que dói a cabeça; depois dói tudo; depois não dói nada. Hoje, por exemplo, está doendo o pescoço, aliás, faz uns três dias que dói. Sim, coisa de velho mesmo.

Há um tempo eu estava quase tendo uma maldita LER. O braço doía demasiado, a coluna também. O que ocasionava a dor nos braços, conclui, era a falta de namorada má postura na qual eu usava o computador. A solução foi comprar uma cadeira mais confortável, bem como uma mesa.

A princípio resolveu, porém aconteceu o pior: a dor foi toda pro pescoço. Mas, por quê? Simples. A cadeira é desgraçadamente inclinada para trás (em tese, para me dar conforto), o que me faz inclinar, em resposta, o pescoço para frente para melhor visualizar o monitor. E como eu sou um tanto absurdamente cabeçudo, meu pescoço tem que suportar aproximadamente 50 quilos de cabeça sendo atraídos pela gravidade terrestre. Resultado: meu pescoço pediu água, ou como diria o Capitão Nascimento: “pediu pra sair”. E claro que eu só fui perceber isso depois que comecei a sentir dor. Muita dor.

Agora eu não sei bem o que fazer. Essa cadeira era para resolver o problema, mas não resolveu, mas sim piorou. Pior ainda: só de pensar que a possível solução é ir ao médico, já começa a doer o bolso. Maldito mundo capitalista. Maldita dor. Preciso de uma namorada.

* Se você for mulher, saiba que o papo de casado não passa de brincadeira. Manterei a boa forma eternamente, tenha certeza.

Vídeo engraçado: A fulga mais estúpida que eu vi.

Imagine a cena:

Três bandidos da pesada resolvem aprontar altas confusões na cidade grande. Contudo, são presos, algemados e levados para a prisão. Chegando lá, quando os meliantes adentrariam a delegacia, ou seja lá o que for, os policias se distraem, e eles fogem. Detalhe: estão algemados juntos, presos a uma corrente. Bom, após isso, basta dizer que foi uma fulga deveras interessante enquanto não houve um poste entre eles…

Destaque para o comentário feito pelo policial no final do vídeo: “Vocês também têm o direito de serem estúpidos”

[Documentário] Notícias de uma guerra particular

Após assistir o filme Tropa de Elite, fiquei bastante interessado no tema. Não no Bope, por assim dizer, mas sim no contexto geral no qual ele é inserido, ou seja, na guerra carioca entre policiais e traficantes. Antes, confesso, eu evitava tais assuntos, porém não adianta fingir que não existe, não é? Afinal, realmente há uma guerra no Rio de Janeiro. Claro que é melhor fingir que não, mas há, não tem como negar.

E nesta guerra há muitos heróis. Ok, talvez ‘heróis’ não seja a palavra ideal. O que quero dizer é que do ponto de vista do bandido, ele é a vítima, e também é herói. Do nosso ponto de vista, nós somos as vítimas, o Bope é o herói e assim por diante. Enfim, para compreender o que está acontecendo no Rio de Janeiro, não basta observar apenas um ponto de vista, é preciso, sim, entender como tudo começou, como funciona.

O filme Tropa de Elite, de certo modo, mostra como funciona a polícia carioca. Também como age a sociedade carioca, sobretudo aqueles que consomem a mesma droga que financia toda aquela guerra. O livro Elite da Tropa também é outro excelente ponto de partida para entender os motivos da tal guerra. Porém, não são suficientes. É preciso entender também como surgem os bandidos dentro das favelas.

O documentário Notícias de uma Guerra Particular mostra o ponto de vista de todos os envolvidos nesta guerra; o policial, o bandido e os moradores. Assim podemos ter uma noção do que pensam os bandidos, que são os que estão do outro lado da guerra. Sem defender os bandidos, o que é importante; porque, embora os bandidos sejam o resultado de diversos fatores sociais ruins, não se deve passar a mão na cabeça, colocando-os como vítimas. Claro, de certo modo até são, mas não da maneira que os Direitos Humanos pintam. É como diz o ditado: “Quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas”.

Restante

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