Eu já desmaiei =(

Dizem que Isaac Newton compreendeu a força da gravidade quando uma maçã atingiu sua cabeça. Sei lá. Nunca fui fã de Física. Todavia, devo admitir que, ao desmaiar pela primeira vez, eu entendi perfeitamente como funciona essa tal força da gravidade, sobretudo quando meu rosto foi ferradamente atraído para o centro da Terra — é, por esse ímã maldito que tem lá. Definitivamente não é nada bom entender Física usando seu rosto como ponto de teste, batendo-o no chão, ainda mais quando o chão é de concreto. Enfim, o Beakman não me contou isso.

Científicamente falando, do ponto de vista da Física, foi lindo, maravilhoso, estupendo, um magnífico exemplo da força gravitacional agindo sobre um corpo. Até foi mesmo. Mas, pessoalmente falando, foi um grande e enorme saco de estrume. Desmaiar não é nada bom. Alguns até acham engraçado, mas não é. É muito doloroso para quem desmaia, ainda mais para um macho tão forte e imponente como eu, que acreditava que desmaiar era coisa de moça.

O problema chave é a falta de alimento. Se eu não me alimentar, a tendência é desmaiar, pelo menos se eu tiver que ficar sob sol intenso ou beber algo alcoólico. E pior que eu já desmaiei três vezes em minha curta vida! O porquê eu não sei.

Sabe, eu nem deveria mexer nesse meu passado, é uma coisa pior que outra. Hora eu vôo, hora eu participo de surubas frustradas, enfim, é uma coisa impressionante. Eu não sei se tenho sorte, ou se tenho azar. Sei lá, pelo menos ainda estou vivo.

E desmaiar, dentre todas minhas outras más experiências, é a pior sensação que senti. E se não for a pior, é uma das piores. É horrível. É um misto de frio, calor, medo e etc. Um cagaço, sei lá. Whatever. É tão ruim que você quer morrer, mas não quer sentir aquela sensação. E não é exagero meu, não. É como se você estivesse sofrendo um tipo de choque, parece estar morrendo mesmo. Dá um medo infernal.

Quando você desmaia é como se você estivesse dormindo. Sono bom até, demais da conta sô, você chega até a sonhar alguma coisa qualquer, isso até começar a doer. Doer pacas. Todavia, pior mesmo não é a dor, mas sim quando o sangue começa a circular normalmente. É uma sensação péssima, dá tontura, você fica meio perdido, dói a barriga, dói a cabeça. Sem contar o ego. What? Eu desmaiei? Você nem acredita na hora. Dói o ego. ¬¬’

Sério, não queira desmaiar nunca. Jamais. Use todo seu poder jedi, mas não desmaie. É uma sensação maldita. Contudo, por incível que pareça, descobri que há pessoas que são viciadas na sensação do desmaio, sendo que até provocam o desmaio. Sim, tem como provocar um desmaio. Se você quiser, por exemplo, pode desmaiar agora mesmo. Só queira se previnir primeiro, pois senão você poderá bater sua cabeça no chão, daí já viu… Pode acabar ficando como eu, o que realmente não seria um bom sinal. :D

 

Como entrar no Bope

Após o filme Tropa de Elite, o Bope virou moda. Muitas pessoas passaram a acreditar que o Bope é (ou deveria ser) a solução para o Brasil. Não é. Nunca será. Jamais será. Claro, é uma reação natural das pessoas achar que são. Contudo há que se considerar algumas verdades antes de achar que entrar no Bope seria uma boa maneira de se combater a violência.

É de uma ingenuidade tamanha pensar que tapas ou tiros de calibre 12 em bandidos resolverão alguma coisa. Eu pensava que sim, mas estava demasiadamente enganado. Não resolverão, ou pelo menos não a médio e longo prazo, que é mais importante. Afinal, basta lembrar que Tropa de Elite se passa em 1997. Ou seja, há dez anos atrás. Dez anos em que morreram muitas pessoas, sejam civis, traficantes ou policiais, vítimas desse combate, e pouca coisa mudou, se é que mudou.

Violência não se combate com violência (ou pelo menos não só com ela). Sim, parece utopia, mas é verdade. E não é difícil constatar isso. Traficantes, em sua vida curta vida, têm filhos, filhos que acabam seguindo o mesmo caminho mais tarde. E, o que é  pior, crescem ainda mais raivosos e revoltados, tendo a sociedade como um inimigo — o que não deixa de ser verdade, diga-se de passagem. Afinal, é evidente que eles são excluídos pelos governos. E, de alguma forma, eles querem mostrar que existem, seja por bem, seja por mal — principalmente por mal.

E, enquanto o Governo, o Estado, o que for, não decidir fazer algo que, de fato, vá mudar alguma coisa, tudo terá sido em vão — e continuará sendo. O que aqueles caras com fuzis na mão, vendendo droga, sentem é ódio, revolta, o que é multiplicado a cada "parceiro" morto pela polícia, pelo Bope, o que for. Portanto, não resolve matar bandido. E não, não acho desumano matá-los. Todavia, acho um tremendo descaso por parte da sociedade que isto seja feito à toa. Sim, é à toa.

Quando uma criança nasce em uma favela, qual é o destino dela? Que futuro ela tem? Até mesmo na internet pessoas das favelas são excluidas, já vi pessoas, por exemplo, usando o termo "favelização digital" enquanto se referia a Inclusão Digital.

A equação é bastante simples: se for homem, vira traficante; se for mulher, esposa de bandido. E são raras as exceções.

Geralmente, os pais das crianças eram traficantes que foram mortos pela polícia, isso quando essas crianças sabem de quem são filhos. Passam fome, não podem comprar roupa, são mal vistos lá embaixo ("na sociedade"), passam vergonha. Enfim, não é preciso muito para perceber que isso vira ódio. Ódio, revolta, falta de oportunidades, junte tudo e terá o típico traficante, aquele que não sentirá pena alguma de você, caso caia nas mãos dele.

O tráfico oferece oportunidade à eles. Oportunidades de colocar para fora toda esse misto de maus sentimentos. É como visto no documentário Falcões – Meninos do Tráfico: crianças sonham entrar para o "movimento". É status para eles. Poder.

Bom, uma vez que se saiba disso, é fácil perceber que o que o Bope faz. Na verdade, de certo modo, o que fazem é jogar para debaixo do tapete a sujeira acumulada pelo governo carioca em anos e anos de má administração. Infelizmente essa é verdade. Eles são usados para isso.

Solução, de fato, só teremos quando houver ações que façam com que aqueles que estão na favela — principalmente as crianças — saibam que têm outras oportunidades além do tráfico, e que a Sociedade, diferentemente de outrora, está disposta a mudar a situação e o futuro deles. Caso contrário, nem o Bope e nem tropa de elite alguma dá jeito, e acabaremos reféns de crianças repletas de ódios e revoltas transpostas nos seus bem municiados fuzis AK-47.

Meus objetivos para 2008

Há tempos eu não desejava que um ano acabasse tão rápido, assim como desejei que 2007 acabasse. Quer dizer, eu ainda desejo, porque, oras, 2007 ainda não acabou, faltam ainda 38 dias para acabar de vez. Contudo, para minha imensa felicidade, não é muita coisa, falta pouco, bem pouco. :D

O pior é que quanto mais você deseja que algo acabe, mais demora para acabar. É a maldita lei de Murphy, meu caro.  Todavia, como dizia o ditado: "Há males que vêm para o bem". É, acho que é verdade. Embora algumas coisas ruins — muitas coisas –   tenham acontecido neste fatídico ano, realmente não posso negar que algumas delas se transformaram em coisas muito boas.

E, como dizem, "ano novo, vida nova", portanto nada de ficar reclamando ou lamentando o que passou de ruim, pelo contrário, é hora de planejar e tentar fazer com que o próximo ano seja melhor. E é isso o que farei. :D

Meus objetivos

 

  • Me tornar um japa forte e irresistível

Ok, a parte do irresistível é utópica, quanto a ficar forte: sim, é verdade . Todavia, não quero ficar muito forte, só quero um pouco. É, já me cansei deste corpo nitidamente desprovido de músculos, nerd mesmo. Hora de um upgrade! Em 2008 terei que ralar muito. :P

  • Ser mais disciplinado

Eu acredito que o que faz as coisas acontecerem na vida de uma pessoa depende, e muito, do esforço que ela faz para que aconteça. Ou seja, se uma pessoa se dedica inteiramente a fazer algo acontecer, muito provavelmente esse algo acontecerá. E para isso, invariavelmente, é necessário muita disciplina.

Eu não sou muito disciplinado. É uma grande falha que tenho. Todavia, felizmente, disciplina não é dom, ou seja, você pode aprender, adquirir essa qualidade. É isso que quero fazer, ser mais disciplinado. E quando assim eu for, com certeza chegarei aos meus objetivos com maior facilidade, conseqüência comum do esforço aplicado sabiamente. :)

  • Arranjar uma namorada

É, acho que já está no momento de encontrar uma doida para me aturar, digo, uma japinha para eu cuidar. Legal, a vida tem disso. E acho que 2008 é o ano ideal.  ;)

  • Aprender a tocar violão

Já há algum tempo que quero aprender a tocar violão, mas por enquanto não é possível, isso porque preciso economizar um dinheiro. É muito ruim não poder fazer algo por causa de dinheiro. :S Mas, tudo bem, acho que não passará de 2008. =)

  • Conhecer Brasília

Eu tenho uma imensa vontade de conhecer Brasília. Sei lá, tenho uma grande admiração pela beleza que ela tem, a forma que ela tem, ainda que tenha muitos ladrões por lá… Pretendo conhecê-la ainda em 2008. Farei isso se eu tiver dinheiro suficiente.

Como é doce o beijo quando vem da sua boca…

Ok, eu sei que, musicalmente falando, eu costumo ser um cafona. Quer dizer, não me considero cafona realmente, mas, por via das dúvidas, eu assumo. Sabe como é, quem é que me zombaria a respeito de algo que eu nem me importo? E, por cima, assumo? Pois então, por esta razão eu posso ouvir minhas baladinhas do anos 80 sossegadamente, sem peso na consciência, bastante feliz, e ninguém — nem mesmo o papa — tem que dizer nada. Nem queiram dizer. E se disserem, não me importo, estou zen. Aliás, eu sou zen. ;)

Contudo, embora eu esteja protegido por este meu escudo, tenho que admitir que tem horas que eu exagero. Sério, eu começo a ouvir umas músicas tão toscas, mas tão toscas, que poderiam ser usadas facilmente como ferramentas de tortura. Mortal. E eu ouço fácil. Mas não pense que sou eu que quero ouvir, não. Na verdade há um subconsciente que assustadoramente me guia para esses lados toscos da vida. Só não ouço pagode e forró. E nem músicas de macumba — tenho medo. De resto…

Todavia, nem fique aí pensando que sou um coitado, não. Você não admite, nega, mas também ouve músicas toscas, esquisitas e coisas do gênero. Fica ouvindo Cesar Menotti e Fabiano escondido, assim como o Celso Junior faz, mas não assume. Eu sei. Sou esquisito, mas não sou o único. Vá me dizer que você não se lembra do Latino cantando "oh baby me leva…"?  Pior: será que não dançava? :D   Talvez lembranças cruéis estejam passando pela sua cabeça agora.   

Pois então, tendo um momento destes em que coisas toscas passam pela minha cabeça, me vem à cabeça o seguinte refrão:

"Como é doce o beijo quando vem da sua boca

Dá uma vontade de levar você comigo"

Caraca! Esta é clássica. E sempre, hora ou outra, esta música me passava pela cabeça, mas nunca achei para baixar no Limewire Mega Store. Ou melhor, não achava, porque agora achei. Melhor seria se não tivesse achado — mas achei. Agora como explicar que a música está entre as mais tocadas no meu iTunes? É, não sei explicar. :(

Quanto a você, não aperte o play, talvez possa ser difícil demais aceitar que você também é cafona. :D

 

Agora, ruim, ruim de verdade, é este vídeo abaixo (cuidado! risco de ter lembranças que não deveriam mais existir):

Tipos de dança que te fariam chorar: A dança do Coala

O Brasil tem uma leve tendência a criar coisas esquisitas, vide programas de finais de semana. Contudo, acho que ainda estamos bem, não chegamos a um estado crítico, e ainda — eu disse ainda– nos resta um pingo de noção. Esta noção, porém, parece estar em falta para os nossos hermanos. Pelo menos no que se diz respeito a danças, músicas e tv. E quando falo de dança, não falo de tango, e muito menos da dança cumbia, aquela que o Tevez costumava dançar. Na verdade, falo de algo muito, muito pior, falo da dança do coala.

A dança do coala é o tipo de dança que tem um propósito, digamos, sensual.  Mas de sensual não tem nada. Quer dizer, até pode ter, sim, mas isso se você não estiver morrendo de rir enquanto assisti, porque a considerar o grau de non-sense do vídeo, você chora ou ri, talvez os dois.

Para tentar entender o que é a tal dança do coala, algumas coisas precisam ser consideradas: coalas vivem trepados em árvores. Na dança do coala, mulheres fazem o papel de coalas, homens o papel de árvores. Assim sendo, tente deduzir como é a dança, ou, quem sabe, tenha coragem de apertar o play.

 

 

Por outro lado, porém, temos as chilenas com outra dança, não tão esquisita quanto, mas com a vantagem de realmente ser sensual.

 

 

Aliás, estas chilenas têm umas formas avantajadas, hã? :P

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