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Dores no pescoço. Dores nos braços. Dores em tudo.
Posted By Mário Yanase On 17 outubro, 2007 @ 16:25 In Geral, Pessoal | 15 Comments
Viver uma vida sedentária tem seu preço, um preço alto, eu diria. Preço este que geralmente é pago com uma barriguinha levemente crescente, ou ainda, quem sabe, uma dor aqui, outra acolá; sem esquecer, é claro, que algumas vezes se paga dos dois jeitos, o que, infelizmente, é o meu caso. Estou com barriga e com dores. Não que dê para dizer “nossa que barriga grande”, mas ainda assim, na minha concepção, está um pouco acima do normal. Quanto às dores, estas sim, estão de doer (trocadilho oportuno, hein?).
Aliás, eu nem posso reclamar muito, pois, daí sim fico parecendo um daqueles velhinhos que vivem reclamando de dor. Afinal, com 19 anos eu tenho é que esbanjar saúde.
Se eu fosse casado eu nem reclamaria, nem me importaria com a barriguinha crescendo, pois já estaria casado mesmo*. E, também, se eu fosse sadomasoquista, já que a dor seria uma delícia. Mas, como não sou casado e, tampouco, sadomasoquista, eu reclamo mesmo.
Tem dias que dói o ombro; no outro, a mão. Tem dias que dói a cabeça; depois dói tudo; depois não dói nada. Hoje, por exemplo, está doendo o pescoço, aliás, faz uns três dias que dói. Sim, coisa de velho mesmo.
Há um tempo eu estava quase tendo uma maldita LER. O braço doía demasiado, a coluna também. O que ocasionava a dor nos braços, conclui, era a falta de namorada má postura na qual eu usava o computador. A solução foi comprar uma cadeira mais confortável, bem como uma mesa.
A princípio resolveu, porém aconteceu o pior: a dor foi toda pro pescoço. Mas, por quê? Simples. A cadeira é desgraçadamente inclinada para trás (em tese, para me dar conforto), o que me faz inclinar, em resposta, o pescoço para frente para melhor visualizar o monitor. E como eu sou um tanto absurdamente cabeçudo, meu pescoço tem que suportar aproximadamente 50 quilos de cabeça sendo atraídos pela gravidade terrestre. Resultado: meu pescoço pediu água, ou como diria o Capitão Nascimento: “pediu pra sair”. E claro que eu só fui perceber isso depois que comecei a sentir dor. Muita dor.
Agora eu não sei bem o que fazer. Essa cadeira era para resolver o problema, mas não resolveu, mas sim piorou. Pior ainda: só de pensar que a possível solução é ir ao médico, já começa a doer o bolso. Maldito mundo capitalista. Maldita dor. Preciso de uma namorada.
* Se você for mulher, saiba que o papo de casado não passa de brincadeira. Manterei a boa forma eternamente, tenha certeza.
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