Sou pobre e rico ao mesmo tempo. Vá entender…
Eu vivo uma vida, no mínimo, estranha. Vivo entre duas classes sociais, por assim dizer. Por um lado, sou quase pobre, e por outro, sou um filhinho de papai, literalmente falando. Explico: – enquanto minha mãe tem uma renda razoável, meu pai tem uma renda bem alta, fruto de seu trabalho numa grande empresa brasileira, a qual prefiro não citar o nome. Meus pais não moram juntos, já que são separados há muito tempo, então eu tive que ficar com um dos dois, e fiquei com minha mãe, escolha feita lá na época que eu não sabia nem quem eu era. E foi assim que começou minha vida, estranhamente entre estas diferenças. Posso dizer que é até engraçado estar nesta situação.
O legal desta situação é que pra mim não existe impacto. Se é para ser pobre, eu sou, e se é pra ser rico, eu sou também. Sei lá, tem muitos ricos que ficam pobres, e pobres que ficam ricos. Eu não, eu sou os dois, e gosto. Eu sou um neo-pobre-rico. E é deveras interessante.
Devido as condições sociais do meu pai, eu posso fazer faculdade particular tranqüilamente, posso até pedir um carro, quem sabe, se eu fosse um sanguessuga. Então, eu já nem posso reclamar. Só a faculdade me basta, pois assim poderei traçar uma caminho profissional, e assim conquistar minhas próprias coisas. Trocando em miúdos, não fico esperando muito do que meu pai tem, mas sim do que eu posso conquistar. Acho que esse meu pensamento se deve a essa minha situação, de poder analisar como as coisas são, sem futilidades típicas da classe média, que são muitas.
Engraçado também que, onde eu moro, há pessoas que tem menos do que eu e ainda se sentem superiores. Mas, sabe, eu nem me importo, há muita futilidade nisso tudo. Pessoas que vivem desfilando de carro zero por aqui, mas que na verdade estão individados até o pescoço. Eu não, estou zen-zen-zen, e meu pai também não é um gastador, até porque ele começou de baixo e dá valor ao que conquistou, felizmente.
Por mais estranha que seja minha vida, eu até gosto. Para ser sincero, eu até me sinto privilegiado, pois ser neo-rico é comum, ser neo-pobre também, mas ser neo-os-dois é uma baita sorte. hehehe

Postado em 31 de agosto de 2007
Muito legal você não ser um “sanguessuga”. Aposto que no futuro, quando olhar pra trás e ver que construiu tudo por si mesmo, vai se sentir bem mais orgulhoso.
Julia, verdade, penso assim.
Viva aqui no Nihon amiguinho!!
vc vai ver como brasileiro é clichê!!
e o q é pior, qto mais pobre no Br, mais rico quer aparentar ser aqui.
Poxa!por aqui vc encontra de tudo de tudo mesmo gente q deixou facul por causa de namorado, filhinho de papai que veio por causa de uma paixão platônica, empresário q faliu, mulher q o marido largou com 3 filhos etc.
Cada um tem seus motivos inicial e nem todos são financeiros.
Mas o q é mais bacana é q qto mais lastimável era a situação do individuo no Br, mais arrogante se torna a pessoa aqui.
Canso de falar e vou continuar a repetir grana compra coisas, objetos, consumo mas n compra carater, sabedoria, inteligência e saber.
Logo, vc até pode ter um skyline na sua garagem e um apartamento no Iguatemi mas isso n significa q vc é culto.
Então acho q o lance é ter grana, mas n esquecer q cultura, educação tb mostram berço.
Senão nada mais seremos do pagodeiros, maria chuteiras, jogador de futebol, ex BBB, Ex playmate…
Tânia, acho muito, mas muito interessante você me contar sobre essas coisas.
Você está certa nesta questão de dinheiro, aqui no Brasil, você sabe, as pessoas costumam usar dinheiro apenas para coisas que, ao meu ver, não são necessárias, somente para status social. Não que eu não ligue para status, mas acho que as pessoas por aqui são exageradas, e à toa, o que é pior. Às vezes mal tem dinheiro, mas mesmo assim acham que são superiores aos demais.
Eu sou alguém que penso muito na educação, meu maior desejo é estudar, sei lá, não ligo muito para outras coisas. Sigo um conselho que recebi na faculdade de administração: “Dinheiro você pode perder a qualquer momento, mas educação não. Com educação se você perder dinheiro, você tem capacidade de recuperá-lo”. Acho isso uma grande verdade. Todavia, o mais importante é a pessoa ter noção de onde está, e correr atrás do restante. É isso que estou fazendo no momento, correndo atrás das oportunidades que vejo.
Beijos.
Gostei muito do sua historia de vida que é também de outros muitos brasileiros que vivem nessa fronteira. Estou escrevendo um livro que se intitula a quem interessa a pobreza e gostaria de publicar sua historia no meu livro.
Obrigado
José Lorenzo
Eu concordo plenamente amigo.
vc que eh feliz meu amigo. pobre no Brasil não tem vez, a não ser que tenha padrinho, eu sou pobre, sou casado tenho 2 filhos maravilhos que Deus me deu, sou feliz por eles, estou na faculdade só que terei que trancar pois meu salario não dá pra continuar, e as vezes qd estou em casa cansado do dia-a-dia, assisto no jornal, políticos corruptos que estão acabando com a imagem do nosso país, e detalhe pessoas que levaram o meu o seu voto. esses políticos” saindo do Brasil com muito dinheiro na cueca, enquanto nos esforçamos pra crescermos na vida, outros nos derrubam e impedem de chegar-mos lah.
é só um desabafo.
valeu.