Concurseiro de Plantão - Parte 2
Na vida, há sempre um tempo em que você pára, olha para si, pensa, sua frio, repensa e diz: “Garai, maluco. Vodeu. O que eu faço?”. Isso é elementar, meu caro. Todos passam por isso - e nem é preciso, necessariamente, ter acabado o papel higiênico ou coisa que o valha. Não tem jeito, uma hora o bagulho endurece para o seu lado mesmo e não há o que fazer, a não ser mudar (ou gostar, sei lá). E enfim, acho que esse tempo chegou para mim — até porque pornografia meditação já não tem resolvido meus problemas –, e eu preciso mudar.
E como continuo sem namorada (mensagem subliminar do dia), sem fazer nada e tal, decidi que a melhor solução para meus problemas (leia-se: dor no braço direito) seria trabalhar. Quer dizer, sincero e efetivamente não decidi porcaria nenhuma. Trabalhar é o cão. Mas, sabe como é, como eu não estava vendo vultos e nem ouvindo vozes, meus problemas não poderiam se resumir a um encosto qualquer, e portanto só poderia ter duas causas: o ócio ou a falta de namorada. E enfim, como arrumar trabalho está mais fácil do que arrumar namorada, meio que decidi trabalhar… $$
E foi essa a principal razão que me levou, ontem, a viajar milhas e milhas até uma cidade vizinha, para fazer uma prova de Concurso Público. Meu primeiro Concurso Público, aliás. *Emoção* E o melhor: acho que dá para passar. Fui bem. E, além do mais, 1.500 pessoas para 06 vagas nem é tanta gente assim, vai. Ou é… Sei lá. Melhor não pensar nisso.
Enfim, desejem sorte a este que vos escreve. Da outra vez, pelo menos, deu certo. Vamos lá: fézinha para o Mário de novo, pessoal.

Postado em Maio 26, 2008
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