Dez coisas que vou fazer antes de morrer (ou não)

Ultimamente tenho pensando muito sobre rumos que minha vida deve tomar. Mais do que eu queria, aliás. E não é por pouco. Estou para completar 20 anos de idade. E eu poderia até ensair uma crise dos 20 e tal, mas acho que não vale à pena.

Mas enfim, uma coisa é certa: estou envelhecendo. Ok, minha saúde ainda está legal. Não preciso tomar estimulantes e tchanãnã. Beleza. Mas céus, não dá pra negar, depois dos 20 a coisa complica. Agora tenho um turbilhão de obrigações, afinal. Não que eu não tivesse antes, mas agora o digito 2 me lembra que a próxima vez que ele mudar será para 3, isto é, 30 anos! Isto significa que tenho 10 anos para casar, comprar uma casa… Enfim, fazer o que tenho que fazer. Isso porque aos 30 anos terei a ‘crise dos 30′ para me preocupar. E, bom, crise dos 30 é crise dos 30. Não dá para arriscar.

De todo modo, melhor é pensar a respeito das coisas que eu posso fazer. Há, eu acho, muito o que viver ainda. Assim, a exemplo do Rafael Slonik, vou listar os objetivos que desejo concluir.

1 - Concluir minha formação em Direito
Como desisti da outra faculdade, concluir essa se tornou um desafio. Afinal, se desisti de uma, posso perfeitamente desistir de outra… Mas não vou. Direito, agora, é parte da minha vida. Daqui a 4 anos e 6 meses estarei com meu canudo na mão, firme e forte — no bom sentido, claro. ¬¬’

2 - Ser pai. Um excelente pai
Sinceramente, não sei explicar exatamente o motivo que me faz querer ser pai. Mas é desejo antigo, fundamental. Acho que, para mim, não fará sentido se eu não for.

3 - Ser Promotor de Justiça
Profissionalmente, desejo ser Promotor de Justiça. É a função que mais me atrai na área jurídica. Tudo bem que eu posso mudar de idéia, mas por enquanto é o que desejo.

4 - Conhecer o Brasil e, depois, a Europa
Conhecer Roma, Londres, Paris deve ser desejo de todos. Espero chegar a realizar. Mas conhecer as belezas naturais do Brasil já é suficiente.

5 - Adotar a educação de uma criança carente
Se algum dia eu tiver a oportunidade, adotarei a educação de uma criança. Pagarei escola, curso e tudo o que ela precisar em relação à estudo.

6 - Visitar um asilo
Acho que só terei real noção de como a vida é quando eu visitar um asilo. Preciso de coragem para fazer isso.

7 - Ter mais fé
Uma coisa que me faz falta, ultimamente, é fé. Sinceramente, não consigo aceitar a idéia de que tudo o que conhecemos é apenas resultado de uma simples variação física, mas, ao mesmo passo, também não acredito tanto nas causas divinas quanto deveria . Mas eu quero acreditar.

8 - Ver o Brasil se tornar um país de Primeiro Mundo
Antes de morrer, preciso ver esse país, enfim, construído. Eu acredito nisso. Acredito num Brasil desenvolvido. Espero estar vivo para ver.

9 - Morar no Paraná ou no Rio Grande do Sul
Tenho uma admiração especial pela parte sul do Brasil. Por isso, se eu puder, será nessa região que morarei — Curitiba ou Porto Alegre, preferencialmente.

10 - Concluir meus objetivos
E, por fim, preciso concluir meus objetivos. Os que tracei para este ano, por exemplo, estão tremendamente parados. Continuo um tanto fraco. Continuo meio indisciplinado. E pior: ainda sem namorada. Mas, tudo bem, ainda há tempo. Posso mudar.

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Por que eu amo mulheres inteligentes

Em prol de uma masculinidade digna, tudo o que eu queria, na adolescência, era uma namorada. Namorada-padrão, sem muita frescura e tal. Feia ou bonita, não importava, contanto que tivesse peito e bunda estava valendo. Eu sei, pensamento machista, mas, sabe como é, coisa de adolescente. Normal. O tempo, entretanto, passou. Certas coisas cresceram (cof), conheci diversas garotas, mudei e descobri a grande verdade: de nada adianta uma mulher gostosa se ela não for inteligente.

Tudo bem, vai, não há como negar que um belo par de seios pomposos soa melhor do que qualquer palavra inteligente que possa ser dita, mas, na boa, minha preferência ainda fica na encantadora inteligência feminina. E gay é o caramba. Mulheres inteligentes dominam mesmo.

Mas claro, demorei a entender isso. Antes, conforme a ideologia que me dominava, mulher não tinha que saber nada mesmo, só tinha que ser mulher, tal qual Emanuelle, e pronto: tudo legal.

Essa visão machista, todavia, se foi quando comecei a interagir de fato com mulheres. Até porque revistas e filmes safadonosos não ofereciam interação alguma, embora se pudesse, manualmente, fingir que sim. E mulheres reais, apesar de complicadas, são infinitamente melhores do que a Band de madrugada. Ah, um sonho.

Sonho este que se esvaiu sacanamente quando notei, a contragosto, que eu era fraco pra caramba quando o negócio era sentimento. E droga, assim me apaixonei por um sem-número de garotas, o que seria normal caso estas tivessem alguma inteligência. Mas não tinham. E eu mevodi.

E quando falo de inteligência, vale dizer, não falo daquelas mulheres intelectualmente chatas, mas sim daquelas que sabem o que falar, como pensar, e que, ainda assim, não perdem a magia feminina. Falo daquelas garotas que, à primeira vista, parecerem esquisitas e tal, mas que, na verdade, são a essência do que há de melhor nas mulheres. Hm…

Enfim, mas bem sei que, num tempo em que um álbum do orkut vale mais do que qualquer sinal de racionalidade, devo ser bem exigente. E isso talvez explique o porquê de, no dia 12, eu não ter com quem gastar (tadinho). Sei lá, pode ser. Mas, também, não corromperei minha paz interior por uma bunda arrebitada. Deixa estar. E o fato é: eu amo mulheres inteligentes.

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