Estranhos

Na minha adolescência, havia uma garota por quem eu era apaixonado. Achava eu que ela era a mais linda, a mais simpática e, com isso, alimentava esperanças de que seria ela a mulher da minha vida. De algum modo, eu não conseguia enxergar meu futuro sem ela. Ela seria uma namorada, ou então, no mínimo, uma grande amiga. Enfim, era a garota que mudava meu dia e que, pensava eu, mudaria minha vida. Mas o tempo passou e nada disso aconteceu.

Eu e ela, que éramos tão amigos, seríamos qualquer coisa juntos. Hoje, no entanto, sequer nos falamos. Sei que agora ela é mãe, mora em outra cidade. No mais, posso dizer que somos estranhos.

E assim como ela, outros amores ficam e ficaram, dia a dia, para trás. E isso é, no mínimo, curioso. Ora estamos dizendo o quanto amamos determinada garota e o quanto precisamos dela em nossa vida, e em outra, por orgulho ou pelo motivo que for, a olhamos como se fosse uma estranha.

Pensando bem, talvez sejamos isso mesmo: estranhos. Ou melhor, somos apenas convenientemente conhecidos. Isso porque, quando não for mais conveniente, voltaremos a ser tão desconhecidos quanto éramos antes. É o que acontece quando um namoro acaba e um outro começa, quando se consegue um emprego melhor, quando se muda de cidade… Pessoas acabam ficando para trás. E no fim, somos todos estranhos.

Mas sei lá, talvez seja apenas coisa da minha cabeça…

Instinto masculino

Na adolescência, fui um tipo de estranho no ninho. Isso porque nunca gostei muito do que os outros caras da minha idade gostavam. E antes que me chamem de fruta, biba e outras coisas mais, vos digo que de mulher eu gosto (de cinta-liga, principalmente). Bom, o fato é que eu não curtia as coisas que, em tese, deveria curtir.

Eu, por exemplo, ao contrário dos meus amigos, não olhava para as bundas das mulheres e nem falava besteiras. E repito: não era fruta. Sei lá, achava eu que elas não gostavam disso e, por respeito, eu simplesmente não fazia. Sabe como é, romântico.

No entanto, acho que há algo que acompanha o homem desde os primórdios tempos: o instinto selvagem. A linha que divide o homem cavalheiro de um homem tosco e sexualmente feroz é, sem dúvidas, tênue. Não à toa, hora ou outra, um jantar a luz de velas “acaba” em tapas e puxões de cabelos. É a natureza.

Não tem jeito, cedo ou tarde, esse instinto aflora. E assim, por mais que eu possa achar que flores deixam uma mulher feliz, minha natureza, hoje, diz que isso só acontece, de fato, depois de uma noite daquelas (tapas…).

O que quero dizer é que definitivamente não tenho culpa se ela me pegou olhando discretamente para a bunda dela. =/

P.S.: Não abandonei este blog, embora pareça que sim. O fato é que estou me preparando para o concurso do TRT-SP. O concurso é para dia 16 de Novembro, sendo que, no dia 30 do mesmo mês, tenho outro concurso para Defensoria Pública… Então, tenho pouco tempo e muita matéria, daí já viu… Mas repito: este blog está vivo. =)