Minha primeira vez (ou quase)









Eu já devo ter dito aqui antes, mas vale repetir: vida de homem é difícil. Tá, tudo bem que mulheres devem sofrer um bocado com uma porção de coisas, como depilação, peso, maquiagem, TPM… Não, TPM, não — quem sofre com isso somos nós. Enfim, por mais que mulheres tenham seus problemas, eu digo que homem sofre muito. E isso por um motivo básico: mulheres.

Mulher é algo que, por mais fodástico que o cara seja numa ciência qualquer, ele nunca, jamais, em hipótese alguma, conseguirá entender. Ou pelo não o suficiente para evitar brigas em época de TPM, para saber se é pra deixar ou não a tampa do sanitário levantada, se a toalha molhada pode ficar ou não em cima da cama e essas complexidades todas. Seja o que for, senti a maior crueldade feminina na adolescência, num período sobre o qual… é até difícil de falar… enfim, na minha primeira vez.

Acredite, até eu, com tanto sex appeal, know how e gostosura, já fui iniciante nessa arte. Enfim, eu lembro que, por toda a adolescência, aprendi que deveria ter calma, paciência e ser muito carinhoso com a mulher naquelas horas, muito mais se fosse a primeira vez dela. Já fui, desde logo, portanto, incentivado a ser um cavalheiro, a tratar a garota como uma rainha. Pobre garoto, mal sabia eu o que me esperava nesta vida.

E assim, com tudo isso em mente, numa noite qualquer, lá nos idos de 2006, vi aquela garota. Eu com 17, ela com 23. 6 anos de diferença para acabar comigo. Eu bem devia ter percebido que a iniciativa devia ter sido minha. Vai ver me daria maior segurança, sei lá. Mas não. Pobre garoto inocente de interior, cheguei lá, na cama da garota, de algum modo para o qual não contribuí.

De qualquer jeito, eu estava gostando daquilo. Afinal, eu estava com uma mulher nua, e melhor, não era The Sims, Emanuelle ou algo do tipo… É, mas o pior é que o problema estava justamente aí. Quer dizer, eu nunca tinha estado com uma garota naquelas condições. Por precaução, fingi que sim. Bobagem. Não adiantou nada.

Quando a garota me fez homem (não acredito que escrevi isso hauhaua), o bicho pegou. Minha cabeça entrou em pânico. Pirei. Mentalmente, soltei um PQP com convicção. “Que p#rr@ é essa?” – pensei. Sério, eu havia esperado tanto por aquilo? Tantas noites de treinamento com Emanuelle por aquilo? Se me dessem um chute no saco naquele momento, eu estaria no lucro. Eu sentiria alguma coisa pelo menos. Porque, sinceramente, não senti NADA.

Entrei em colapso. E aquele pensamento, que não se deve ter JAMAIS nessas horas, veio. Acho que até abri os olhos de tanto pânico. Sem entrar em maiores detalhes, só digo que, depois daquela fatídico pensamento, os peitinhos da Hebe eram mais duros e firmes. Meus ativos caíram mais que a bolsa de Nova York durante a crise.

Foi uma realidade dura (mole, na verdade…) para a qual eu não estava preparado. Nunca me falaram sobre isso. Pensei que fosse algo que acontecesse, tão-somente, com pessoas velhas, não com um cara de apenas 17 anos. Pfff… Muitas coisas não foram escritas e nem ditas, eu devia saber. Mas enfim, tanto faz, estava acontecendo. E não tinha botão de reset, nem de excluir, bloquear ou algo do tipo. Era a realidade nua e crua. Quer dizer, nua e com um cara assustadoramente desapontada.

E aí, meu caro, foi o ponto crítico da minha existência masculina nesse mundo. Porque esse negócio de compreensão e de paciência não está em nenhuma revista feminina, livro ou coisa assim, acho.  Ou não em alguma que aquela garota tivesse lido.  Afinal, a cara que ela fez não passou nem perto disso. Fui simplesmente fuzilado mentalmente. Naquele momento, até Elton John se sentia mais macho, a propósito.

Depois disso, fiquei uns meses traumatizado. Mas, no entanto, com toda essa potência e disposição características, eu não poderia me deixar vencer. As mulheres não mereciam pagar pela crueldade de uma delas, afinal (propaganda pouca, né?). Fui pra pista. E ali nasceu a lenda. HAHAHA!


Gravatar Por Mário Yanase, em 3 de janeiro de 2010

8 Comentários

  1. Reinaldo Lima em 4 de janeiro de 2010 (às 11:22)

    Rs, engraçado mas trágico , isso é uma coisa quase que normal , se não tiver totalmente com o pensamento só naquele momento e desviar a atenção , já éra cai mesmo , rs… e a mulher dizem que é frágil , pode até ser em sentido fisico mas elas tem o poder de acabar com o homem nessas horas, e quando se casa então , o dia a dia , os problemas, as Tpms as dores de cabeça , e outras coisas mais, tudo isso pode ser decepcionante da hora do vamos ver, o homem por natureza parace estar sempre preparado mentalmente, mas fisicamente é outra estória.
    São coisas que acontecem frequentemente infelizmetne .
    Abraços , e que bom que voce voltou .

    Reinaldo Lima

  2. Mário Yanase em 5 de janeiro de 2010 (às 23:03)

    Reinaldo Lima ,

    Valeu!

    Pior que foi assim, cara. HAHAHA Depois que eu falo que sou exagerado até parece exagero. Antes fosse. O pior é que não é questão pura e simples de ser azarado, mas as cagadas são engraçadas pra caramba. Mico mesmo. HAHAH

  3. Ju em 7 de janeiro de 2010 (às 16:12)

    Kkkkkkkkkkk Mariooo me rachei com esse post … to rindo que nem uma palhaça aqui …

    “Quando a garota me fez homem ” tb não acredito o0
    ai!!! que saudade que tava dos seus textos japénha!!!

    “E ali nasceu a lenda” eu considero vc uma lenda mesmo e você lembra pq neh? ;)

    Parabéns pela volta lindo … que não pare nunca mais!!!

  4. João Nabuco em 2 de fevereiro de 2010 (às 03:38)

    Curioso isso… A gente fica esperando um tempão pela transa. Quando acontece, acaba percebendo que ela não é nem de longe algo tão excepcional como as pessoas sugerem ao falar de sexo.

  5. Angelo Miquelão em 10 de fevereiro de 2010 (às 12:28)

    São situações perfeitamente normais e corriqueiras do dia a dia de homens, mas que nem todos tem a coragem de explicitar como vc o fez e diga-se de passagem; como muito bom humor.
    Quantas vezes joguei o material fora antes de entrar na sala…. rararara!
    Só de ver, as coisas se antecipavam… era na barriga, coxas ou na mãos delas…. rsrsrs
    Hoje demoro até dimais… principalmente se tomar umas canas.

  6. paolla em 25 de fevereiro de 2010 (às 02:29)

    raaaaxei riindo, aoisudioausioduaos
    tuu escreve muuito beem, se escrevesse um liivro eu comprariia õõ/ seriia mt bom e engraçado *-*

  7. amanda em 25 de fevereiro de 2010 (às 02:43)

    muuuito engraçado meesmo, qwieuoqueuqweuqoe’
    escreve mt bem ‘ eu compraria tbm õ/
    suuceeesso :D

  8. Mário Yanase em 25 de fevereiro de 2010 (às 21:08)

    Valeu pelos comentários, galera! =D

    Eu bem queria ter o dom de escrever um livro. Imagina só ganhar dinheiro divertindo pessoas, na maior tranquilidade… Hum… Nada mau.

    Ah, e não reparem na demora para atualizar. Vai ser meio assim. Mas nada tão longo quanto a última vez. Logo, logo tem outro post aí. =D

    Abraços