Por que não entender as mulheres
Depois de 4 anos escrevendo neste blog coisas impublicáveis, capazes de destruir famílias e até mesmo matar um anão do coração, não é segredo pra ninguém que, antes de eu ser esse japa másculo, gostoso, com potência altamente testada e aprovada, sofri pra caramba pra ter alguma chance com as mulheres. Incontáveis, afinal, foram as vezes que me vi submisso às crueldades de uma garota fria, desalmada e insensível.
Desnorteado diante de tanta confusão, passava inúmeras noites em claro assistindo Emanuelle refletindo sobre o assunto, na esperança de que um dia, se eu me esforçasse um pouco mais, seria possível compreender as nuances femininas.
Hoje, mais velho (quiçá um coroa), sei que não adianta pensar muito sobre o tema, porque ainda que eu tivesse uma “Hebe Camargo” de vida (leia-se: dois séculos) não chegaria a uma conclusão a respeito disso. Afinal, não tem jeito, todo ser que nasce com uma torneirinha (ou um torneirão — cof) está, naturalmente, impossibilitado de compreender o que se passa com as mulheres. No máximo, é possível, depois de muito “quiprocó”, aprender alguns macetes, como, por exemplo, discutir. A duras penas, a gente percebe que “talvez” significa “sim” e que a questão não é evitar discussão. Mulher adora discutir, e não há nada a fazer senão participar do negócio. E, claro, algo importantíssimo: por mais certo que você esteja, admita, com convicção, que está errado. E jamais, nunca, em hipótese alguma, ganhe uma DR! Os Neandertais ganhavam quando discutiam com suas mulheres, e todos nós sabemos o que aconteceu com os pobres coitados…
No mais, não há muito o que fazer mesmo: homens jamais compreenderão completamente as mulheres. O motivo é simples: embora a natureza tenha dado ao homem “polegar opositor e telencéfalo altamente desenvolvido”, ela fez questão de assegurar que não faltariam motivos para o “bundalelê” de cada dia, fazendo com que cada homem viesse de fábrica programado para errar o vaso sanitário e, principalmente, para não perceber detalhes. Sim, isso mesmo: é tão natural para o homem não prestar atenção em detalhes, quanto o é para a mulher gostar de dormir de conchinha.
E as mulheres, pra complicar tudo de vez, foram equipadas com sensores poderosíssimos, capazes de detectar o mínimo detalhe (tipo: datas). Sem parar por aí, com a finalidade de enlouquecer todo e qualquer homem, durante milênios elas desenvolveram uma assustadora técnica de comunicação, baseada em gestos sutis, impossíveis de serem percebidos a olho nu. Perdidos, sem saber o que fazer, os homens tentaram descobrir de tudo quanto é jeito o que a mulherada queria dizer — se é que estavam, de fato, dizendo alguma coisa. No desespero, por desencargo de consciência, o pessoal começou a inventar de tudo. Nessa brincadeira, inventaram o mandarim, o japonês, o chocolate, foram até pra Lua… e nada.
Séculos se passaram, e estamos até hoje aí na luta, tentando descobrir o que, afinal, as mulheres querem dizer. Mas não é por menos. Para efeito de ilustração, veja alguns sinais femininos e os seus respectivos significados:
1- Olhar de 2 milésimos de segundo, em conjunto com uma “jogadela” de cabelos = interesse.
2- Olhar de 1 segundo, em conjunto com uma “jogadela” de cabelos para o lado esquerdo, com retorno sutil para o lado esquerdo = quase se jogando em cima; o cara é muuuuito mole.
3- Olhar de 2 segundos, olhada para o lado, com sorrisinho e toques leves no braço = muito afim; cala a boca e beija logo; o cara é gay, só pode.
Agora, pelo amor da lhama, me responda: como poderia um homem entender?

Postado em abril 18, 2011
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