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	<title>SUPRA-SUMO &#187; Tudo e etc.</title>
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	<description>Em busca do que há de melhor</description>
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		<title>A noite em que quase fui assassinado (ou não) &#8211; O confronto final</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 20:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando nasci, nos idos de 1.988, ninguém imaginaria que aquela criatura cabeçuda, de olhos puxados e pingulinho minúsculo, poderia, no futuro, representar algum perigo às mulheres. Com muito esforço, no entanto, após o crescimento cientificamente inexplicável de algumas partes do meu corpo (estou falando da minha barriga, crianças), mostrei, na calada da noite, o meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando nasci, nos idos de 1.988, ninguém imaginaria que aquela criatura cabeçuda, de olhos puxados e pingulinho minúsculo, poderia, no futuro, representar algum perigo às mulheres. Com muito esforço, no entanto, após o crescimento cientificamente inexplicável de algumas partes do meu corpo (estou falando da minha barriga, crianças), mostrei, na calada da noite, o meu potencial lesivo, dando a mulheres desiludidas de todo o país motivos para sorrir, cantar e acreditar num futuro melhor.</p>
<p>Apesar disso, em outros aspectos da vida, continuei a ser considerado um merdinha, cuja única conduta reprovável, realmente capaz de assustar alguém, foi ter conseguido a façanha de quase me matar com uma lambreta (?). Sim, porque, na escala da maldade, uma cabrita perneta provavelmente ofereceria mais perigo do que eu. Não que eu fosse o ser mais puro do mundo, destituído de qualquer maldade ou malícia, mas o fato é que, em termos criminais, nunca fui considerado uma ameaça. </p>
<p>Não à toa, sempre passei despercebido por batidas policiais e coisas do gênero. Não sei dizer ao certo o motivo disso, mas, agora, pensando bem, desconfio que só havia uma, dentre três possibilidades: a) eu era rico e influente; b) eu tinha cara de nerd, virgem e um corpo tão musculoso quanto o de um frango em crise aguda de diarréia, ou; c) eu era o Chuck Norris. Bom, isso é algo que nunca saberei. Mas, de todo modo, o importante é que eu estava acima de qualquer suspeita e, não por menos, quando vi aquele monte de viaturas policiais tomar a rua, naquela fatídica noite, minha voz embargou &#8212; me senti emocionado, reconfortado e um pouco mais homem. Me senti, enfim, livre. </p>
<p>Finalmente, após enfrentar com uma coragem épica aquela situação dramática e perigosa, eu poderia gritar para todo mundo ouvir que a lenda ainda estava viva! Que havia esperança, havia potência e havia amor! Eu poderia, enfim, sentir o ar da vida preenchendo meus pulmões novamente. Mas a vida, a vida é uma put@ falta de sacanagem. E, ao invés disso, o que senti foi uma sensação desconhecida, que, de forma repentina, percorreu todo o meu corpo&#8230; </p>
<p>Encostado ao muro, com as mãos para cima e pernas abertas, senti um policial apalpar áreas nunca dantes exploradas. Meu eusébio continuava intacto, mas, naquele momento, me senti violado. Era, afinal de contas, meu primeiro contato com a opressão estatal. Desorientado, vi policiais gritando, esfihas voando, luzes piscando e, em câmera lenta, cenas de telejornais e noticiários do Rio de Janeiro invadiram minha cabeça. O cagaço, então, se instalou novamente. E assim, ao sentir a mão do policial próxima ao bolso da minha calça, fiz aquela que pode ser considerada umas das maiores burrices da minha vida. Olhei para o policial e disse: &#8212; aí só tem dinheiro, senhor. A resposta foi carinhosa e instantânea: um tapa na fuça, acompanhado de &#8220;está achando que alguém aqui quer o seu dinheiro, seu moleque?&#8221;. </p>
<p>Imediatamente, senti algo em mim esquentar &#8212; e não era apenas a minha orelha. Era a revolta. A raiva. Afinal de contas, como cidadão brasileiro, eu tenho direitos constitucionalmente garantidos e aquilo não poderia ficar impune, não poderia ser em vão. Eu deveria lutar. Ser a esperança dos mais fracos. A voz dos oprimidos. O rosto desse povo sofrido. E todos se lembrariam da minha guerra. Da minha história. </p>
<p>Pensei, então, em mandar o policial bater mais forte, porque, afinal, &#8220;aqui é Corinthians, mano!&#8221;. Mas me contive e, bravamente, como um símbolo da resistência, respondi, : </p>
<blockquote><p>&#8211; Desculpe, senhor! Não foi minha intenção. Desculpe! Eu não quis dizer isso.
</p></blockquote>
<p>Desconsertado, o agente opressor, em sinal de respeito e temor, olhou para o meu rosto de Jaspion anêmico e recuou. E, assim, aquela noite virou história. A história virou lenda. E hoje, em butecos e vilarejos distantes, sou conhecido como &#8220;aquele que apanhou da polícia&#8221;. É, me tornei um mártir, bebê. </p>
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		<title>A noite em que quase fui assassinado (ou não)</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Aug 2011 20:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chá de cogumelo]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca fui um cara de beber e, não à toa, aos 23 anos de idade, posso afirmar, com olhar de desdém, que ainda não sei o que é ressaca. Por muito tempo, afinal, resisti bravamente aos etilicamente impuros, que tentavam, a todo custo, me levar para o lado bebum da força. De algum modo, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca fui um cara de beber e, não à toa, aos 23 anos de idade, posso afirmar, com olhar de desdém, que ainda não sei o que é ressaca. Por muito tempo, afinal, resisti bravamente aos etilicamente impuros, que tentavam, a todo custo, me levar para o lado bebum da força. De algum modo, eu sabia que bares não eram feitos para mim e eu simplesmente os evitava. Apesar disso, no entanto, de alguma forma misteriosa, que só Murphy poderia explicar,  justamente naquela noite fatídica de 2.006, me deixei levar para aquela mesa bar, na Zona Sul de São Paulo. Cheguei até lá carregado pelo meu primo e duas amigas dele, pessoas já experientes na arte de levantar copos, que tinham por objetivo principal mostrar àquele capiau de olhos puxados as maravilhas alcóolicas da capital paulista. Mas aquilo não daria certo, era óbvio, e eu bem poderia ter desconfiado. Afinal, para um jovem de 17 anos, que só pensava &#8220;naquilo&#8221;, qualquer lugar que não possuísse luzes vermelhas e mulheres com roupas minúsculas deveria levantar suspeitas. Isso se eu não fosse tão ingênuo, claro.</p>
<p>Bom, de qualquer modo, eu estava lá e, como era de costume, não estava bêbado e nem pretendia estar. Isso era um erro, eu logo descobriria, mas eu não poderia prever. Afinal de contas, eu nunca sei quando Murphy, com seu exército de espíritos zombeteiros, entrará em ação para tornar a minha existência um espetáculo de comédia.  É sempre um mistério e, sendo assim, eu não poderia ter ficado menos surpreso ao ver aquele homem chegar, em frente ao bar, com sua pistola negra e volumosa na mão (medo!). Não era um tarado, nem nada do tipo, mas estava armado e também era perigoso. Não por pouco, quando vi a cena, entrei em estado de cagaço e meu corpo não demorou pra dar sinais. A contração foi imediata &#8212; o que era grande ficou pequeno, e o que era pequeno desapareceu. </p>
<p>Está certo que, quando se está diante da morte, um macho que se preze não perde a pose; ele engole o choro e enfrenta o perigo, ainda que isso lhe custe a vida. Mas confesso que não pensei nisso naquela hora. Pra falar a verdade, desesperado, só devo ter pensando em gritar, chamar minha mãe ou correr feito uma gazela em estado de parto &#8212; o que seria inútil. O local era fechado e não tinha como fugir da chacina que estava para acontecer. Sem alternativa, o melhor, portanto, era tentar me acalmar. Afinal, se eu ia mesmo morrer, eu tinha que morrer como um macho. Cagado, sim, mas ainda um macho. </p>
<p>Para me acalmar, diante daquela cena assustadora, eu poderia fazer uma retrospectiva da minha vida, tentando me agarrar a momentos felizes, ou então imaginar coisas inspiradoras, como anões dançando &#8220;macarena&#8221; na chuva&#8230; Mas isso era impossível. Primeiro porque estava morrendo, e não meditando ou usando drogas. Segundo porque qualquer pensamento positivo era inútil diante da triste e cruel realidade: eu ia morrer. E PIOR: virgem. CÉUS, isso mesmo, VIRGEM! Por acaso, alguma vez na vida você já morreu virgem? Eu não, mas, de qualquer forma, acredito que seja algo desagradável, e eu não recomendo a nenhum pai de família.</p>
<p>Enfim, seja como for, eu estava ferrado e manter uma postura máscula não era algo fácil. O panorama da situação era absolutamente desesperador.  Em questão de segundos, uma bala atravessaria meu delicioso, porém intocado, corpo, levando consigo para o além todo o vigor e gostosura que viriam a me consagrar anos mais tarde. Eu já podia prever pessoas de todo o Brasil entrando no meu orkut para escrever mensagens de conforto do tipo &#8220;descanse em paz&#8221;, &#8220;que desperdício&#8221; e &#8220;foi tarde&#8221;. O momento era realmente triste. Depois de 17 anos de vida regrada, eu morreria virgem, indefeso e jogado numa mesa de bar. Não à toa, naqueles segundos que se arrastaram, mulheres de todas as origens, cores, raças e credos pressentiram que algo terrível estava prestes a acontecer. Seria o fim precoce de uma lenda, e lágrimas percorreram o rosto de mulheres desvairadas mundo afora. </p>
<p>Não tinha como lutar contra o mal que se aproximava, e eu já estava entregue, meio que preparado para &#8220;a passagem&#8221;. Mas a vida, como já dito por aí, é uma caixinha de surpresas, e justamente quando não havia mais esperança, de forma misteriosa, aquela luz surgiu. Com ela, uma voz imponente, de forma reconfortante, bradou: VAI, TODO MUNDO PRA PAREDE, P@RR%! AQUI É A POLÍCIA!</p>
<p>Sim, não era exatamente um milagre, mas eu me sentia aliviado. Afinal de contas,  meu corpo puro e cristalino sairia intacto daquela noite tormentosa. Eu estava, quem diria, a salvo e isso era motivo para comemorar. Mas a vida&#8230; A vida não é um conto de fadas, e eu descobriria, a duras penas, que aquela noite estava longe de terminar&#8230; Mas isso é assunto para próxima semana, num outro post, porque este já está longo demais. =)</p>
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		<title>Por que não entender as mulheres</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 13:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de 4 anos escrevendo neste blog coisas impublicáveis, capazes de destruir famílias e até mesmo matar um anão do coração, não é segredo pra ninguém que, antes de eu ser esse japa másculo, gostoso, com potência altamente testada e aprovada, sofri pra caramba pra ter alguma chance com as mulheres. Incontáveis, afinal, foram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 4 anos escrevendo neste blog coisas impublicáveis, capazes de destruir famílias e até mesmo matar um anão do coração, não é segredo pra ninguém que, antes de eu ser esse japa másculo, gostoso, com potência altamente testada e aprovada, sofri pra caramba pra ter alguma chance com as mulheres. Incontáveis, afinal, foram as vezes que me vi submisso às crueldades de uma garota fria, desalmada e insensível.</p>
<p>Desnorteado diante de tanta confusão, passava inúmeras noites em claro <span style="text-decoration: line-through;">assistindo Emanuelle</span> refletindo sobre o assunto, na esperança de que um dia, se eu me esforçasse um pouco mais, seria possível compreender as nuances femininas.</p>
<p>Hoje, mais velho (quiçá um coroa), sei que não adianta pensar muito sobre o tema, porque ainda que eu tivesse uma “Hebe Camargo” de vida (leia-se: dois séculos) não chegaria a uma conclusão a respeito disso. Afinal, não tem jeito, todo ser que nasce com uma torneirinha (ou um torneirão &#8212; cof) está, naturalmente, impossibilitado de compreender o que se passa com as mulheres. No máximo, é possível, depois de muito &#8220;quiprocó&#8221;, aprender alguns macetes, como, por exemplo, <strong>discutir</strong>. A duras penas, a gente percebe que &#8220;talvez&#8221; significa &#8220;sim&#8221; e que a questão não é evitar discussão. Mulher adora discutir, e não há nada a fazer senão participar do negócio. E, claro, algo importantíssimo: por mais certo que você esteja, admita, com convicção, que está errado. E jamais, nunca, em hipótese alguma, ganhe uma <acronym title="Discussão de Relacionamento">DR</acronym>! Os Neandertais ganhavam quando discutiam com suas mulheres, e todos nós sabemos o que aconteceu com os pobres coitados&#8230;</p>
<p>No mais, não há muito o que fazer mesmo: homens jamais compreenderão completamente as mulheres. O motivo é simples:  embora a natureza tenha dado ao homem “polegar opositor e telencéfalo altamente desenvolvido”, ela fez questão de assegurar que não faltariam motivos para o &#8220;bundalelê&#8221; de cada dia, fazendo com que cada homem viesse de fábrica programado para errar o vaso sanitário e, principalmente, para <strong>não perceber detalhes</strong>. Sim, isso mesmo: é tão natural para o homem não prestar atenção em detalhes, quanto o é para a mulher gostar de dormir de conchinha.</p>
<p>E as mulheres, pra complicar tudo de vez, foram equipadas com sensores poderosíssimos, capazes de detectar o mínimo detalhe (tipo: datas). Sem parar por aí, com a finalidade de enlouquecer todo e qualquer homem, durante milênios elas desenvolveram uma assustadora técnica de comunicação, baseada em gestos sutis, impossíveis de serem percebidos a olho nu. Perdidos, sem saber o que fazer, os homens tentaram descobrir de tudo quanto é jeito o que a mulherada queria dizer &#8212; se é que estavam, de fato, dizendo alguma coisa. No desespero, por desencargo de consciência, o pessoal começou a inventar de tudo. Nessa brincadeira, inventaram o mandarim, o japonês, o chocolate, foram até pra Lua&#8230; e nada. </p>
<p>Séculos se passaram, e estamos até hoje aí na luta, tentando descobrir o que, afinal, as mulheres querem dizer. Mas não é por menos. Para efeito de ilustração, veja alguns sinais femininos e os seus respectivos significados:</p>
<p>1- Olhar de 2 milésimos de segundo, em conjunto com uma &#8220;jogadela&#8221; de cabelos = interesse.<br />
2- Olhar de 1 segundo, em conjunto com uma &#8220;jogadela&#8221; de cabelos para o lado esquerdo, com retorno sutil para o lado esquerdo = quase se jogando em cima; o cara é muuuuito mole.<br />
3- Olhar de 2 segundos, olhada para o lado, com sorrisinho e toques leves no braço = muito afim; cala a boca e beija logo; o cara é gay, só pode.</p>
<p>Agora, pelo amor da lhama, me responda: como poderia um homem entender?</p>
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		<title>A sinistra sensa&#231;&#227;o de voar</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 02:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lei de Murphy]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>

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		<description><![CDATA[Não adianta, por mais que eu goste de buscar entender a vida, eu sei que isso não significa ter total controle sobre ela. A vida é imprevisível na maior parte do tempo, e não há muito o que fazer a respeito disso. É fato, quando tu pensa que tá no comando da bagaça, Murphy  passa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não adianta, por mais que eu goste de buscar entender a vida, eu sei que isso não significa ter total controle sobre ela. A vida é imprevisível na maior parte do tempo, e não há muito o que fazer a respeito disso. É fato, quando tu pensa que tá no comando da bagaça, Murphy  passa a mão na tua bunda, te puxa pelos cabelos, te chama de <em>piriguete</em> e mostra quem é que manda. E foi assim, na base do choque, que eu, um cara, digamos, prevenido em relação a aviões, me vi num aeroporto, com passagens que garantiriam um atalho fácil para o céu – ou para o andar de baixo, na eventualidade de eu não ter sido tão puro assim.</p>
<p>Enfim, o fato é que eu não tinha lá muita certeza para onde eu iria quando entrasse naquele negócio voador. Rio de Janeiro &#8212; o destino planejado &#8211;, ou para o além? Era uma loteria, e isso me deixava com um pouco de receio. Receio? Mentira. Eu estava morrendo de medo mesmo. Eu sei que sou homem, macho ao extremo, mas ali era questão de vida ou morte. Não tem jeito. Nessas horas, a propósito, que você percebe se há ,ou não, uma Vera Verão escondida dentro de você. Se há algo obscuro e rosa no seu eu interior, ah, ali você solta. É muita pressão. Um passo em falso, e pronto, você manda um sonoro “EEEEEPAAAAAA!!!! Avião não, minha filha!!!” Mas eu, como todos sabem, sou um macho de respeito, e não entrei em pânico. Me acalmei.</p>
<p>Mas claro, as coisas não são tão simples assim. Eu ainda estava no saguão do aeroporto. O vôo ainda demoraria pra partir, e certamente era mais fácil assim. Pra mim, o avião bem que poderia atrasar. Eu não reclamaria. Voar, afinal, não era lá algo que me trouxesse boas recordações. De certo modo, <a title="a-estranha-sensacao-de-voar" href="http://www.supra-sumo.org/2007/a-estranha-sensacao-de-voar/" target="_blank">já tinha voado antes</a>, e não tinha sido legal. E, além do mais, para alguém que via um quê de morte iminente naquele treco de asas, cada momento de atraso poderia significar um tempo a mais de vida. Sério, eu já estava viajando antes mesmo de o vôo partir. Já estava imaginando  aquelas reportagens sinistras de TV sobre acidentes aéreos. Não, PIOR: Plantão Globo! PQP! Eu estava ferrado, e fugir certamente não era uma opção.</p>
<p>Mas, como é habitual, para o meu desespero, o vôo partiria religiosamente em ponto. Não demorou muito e uma mulher com uma voz um tanto quanto pornográfica anunciou que estávamos fodid… digo, que o vôo partiria naquele momento. E lá fui eu, naquele cagaço, em direção ao portão de embarque. Não demorou muito, e estava naquele lugar que, aparentemente, marcava o fim da minha existência terrestre. Seria ali que toda essa gostosura se esvairia. Um desperdício, de fato. Seria uma grande perda para o país, quiçá para o mundo. E não, eu não sou exagerado.</p>
<p>Enfim, o fato é que não tinha mais o que fazer. Em pouco tempo, o avião já  estava se preparando para o vôo final. E sobre isso eu digo: POMBAS, PATAVINAS, HEBE CAMARGO e BOLHUFAS! PQP! Parada sinistra, <em>mermão. </em>Quando o teco-teco apagou as luzes e ligou o motor, vi o porquê do medo. Aquilo não era procedimento para decolar, aquilo era tortura. Quando o motor emitiu aquele barulho, desconfiei. Tamanho era o medo que eu até poderia pensar que a verdadeira fonte do ruído era outra. Afinal, vai que tivesse acontecido algum imprevisto com “aquele que não deve ser nomeado”… Era possível.  Sabe como e, né? Quem tem <em>totó</em> tem medo…</p>
<p>Mas se o negócio pode ficar pior, é lógico que vai ficar. E então o avião subiu! AH, daí que a cabrita mamou cerveja de vez. Já te disseram que avião tem chão, piso ou algo assim? Pois então, se disseram, mentiram. É a maior conversa para mamute dormir. Lero-lero dos bravos. É sério, como se já não fosse ruim o suficiente estar a trocentos metros de altura do chão, você ainda consegue sentir que <strong>não</strong> <strong>há</strong> algo firme, forte e grande embaixo de você (hey, sai pra lá, que eu ainda tô falando de chão). Meu, parece que aquela parada vai despencar a qualquer momento.</p>
<p>E, a propósito, se você é um tapado em física e um zero-à-esquerda em aerodinâmica, parabéns! Bem-vindo ao clube! A vida ainda guarda umas surpresinhas interessantes pra você. Foi o que aconteceu comigo. Responda-me: por que cargas d’água minha poltrona ficava perto das asas? Pelo amor dos mullets da minha vó, aquelas paradas balançam! Numa hora, você está lá em cima, de boinha, já se acostumando com essa parada de voar, e na outra vê aquela parada balançando, e pronto, ferrou de novo. Ah, chutar coquinho na ilha!</p>
<p>Mas, passado o desespero, me acalmei de novo. Já estava até serelepe. É, sou ninja. Bobeou, eu tô por cima de novo, firme, forte e potente, como de costume. Mas a verdade é que era pura ilusão. Estava eu lá, calmo da silva, já gostando de voar, admirado com a imensidão desse mundo e… “Atenção, tripulação! Preparar para aterrisagem”. Abismado, prontamente interpretei a frase como um “Rá! Pegadinha do Malandro!”. Ah, peidar bolinha na água!</p>
<p><a href="http://www.supra-sumo.org/wp-content/uploads/2010/11/DSC03425.jpg"><img style="display: inline; border-width: 0px;" title="DSC03425" src="http://www.supra-sumo.org/wp-content/uploads/2010/11/DSC03425_thumb.jpg" border="0" alt="DSC03425" width="306" height="234" /></a></p>
<p>Vê esse avião todo inclinado? Pois então, é mais ou menos assim que aconteceu essa bagaça aqui embaixo:</p>
<p><a href="http://www.supra-sumo.org/wp-content/uploads/2010/11/pouso.jpg"><img style="display: inline; border-width: 0px;" title="pouso" src="http://www.supra-sumo.org/wp-content/uploads/2010/11/pouso_thumb.jpg" border="0" alt="pouso" width="300" height="383" /></a></p>
<p>Calmaê! Para tudo! Isso é pouso ou é teste cardíaco? Putz! Eu quase nem fiquei com medo… Só tive um parto de trigêmeos. Abri os olhos como nunca antes na história deste país. Foi sinistro.</p>
<p>Mas você já sabe o final: sobrevivi. Saí intacto (leia-se: gostoso, sensual e vigoroso) dessa experiência de doido. E sabe que, noutras vezes que vieram, eu até gostei? Gostei demais, a propósito. Tendências sadomasoquistas? Sei lá, só sei que foi assim.</p>
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		<title>Significados</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 01:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Moderna]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre fui alguém muito questionador.  A razão disso tudo surgiu cedo, quando descobri que bebês não eram trazidos ao mundo por cegonhas. Confesso que, à primeira vista, fiquei chocado (afinal, não é bom saber que seus pais fazem “coisinhas” na calada da noite – aliás, não pense nisso). Mas, por outro lado, foi bom saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre fui alguém muito questionador.  A razão disso tudo surgiu cedo, quando descobri que bebês não eram trazidos ao mundo por cegonhas. Confesso que, à primeira vista, fiquei chocado (afinal, não é bom saber que seus pais fazem “coisinhas” na calada da noite – aliás, não pense nisso). Mas, por outro lado, foi bom saber que as coisas nem sempre são aquilo que parecem ser.</p>
<p>A partir daquele momento, passei a ter uma curiosidade enorme em entender o porquê de tudo, saber o que realmente existe por trás das coisas. Virei, com o passar dos anos, uma espécie de filósofo de buteco, criando as teorias mais mirabolantes sobre tudo o que me cerca. Depois de um tempo, contudo, nossa cabeça muda e a gente vai percebendo que algumas coisas, como a vida e as mulheres,  não são fáceis de entender. Então, ciente disso, resolvi apenas viver a vida “como se não houvesse amanhã”.</p>
<p>Mas, no entanto, o tempo passou e, após <a href="http://www.supra-sumo.org/2010/minha-primeira-vez-ou-quase">algumas coisas começarem a falhar</a> (viagra, oi?), a <a href="http://www.supra-sumo.org/2008/a-barriga" target="_blank">barriga crescer</a> e os cabelos brancos aparecer, percebi que viver bem a vida só é possível quando realmente a conhecemos.</p>
<p>Apesar de ter essa consciência, a verdade é que não consegui entender o significado de coisas elementares, como a felicidade, a vida e a mim mesmo. Está certo que a maioria das pessoas não entendem isso também, mas nunca me contentei com “apenas viver”. Afinal, é necessário entender o verdadeiro significado das coisas, para não perdemos nosso precioso tempo com aquilo que não vale a pena.</p>
<p>Isso mudou, porém, quando encontrei um pé de amora “carregado”. Está certo, pode parecer maluquice (e juro que nem fumei as folhas da amoreira). É que quando comi aquela fruta (ui) roxa, senti uma sensação mágica. Foi como se tivesse voltado no tempo. Revivi coisas que eu jamais poderia imaginar que ainda estivessem em minha cabeça,: uma parte da minha infância que há muito tempo havia se perdido entre outras lembranças. Percebi, então, algo simples, que sempre esteve ali, mas que eu nunca havia percebido: <strong>nós é que damos o verdadeiro significado às coisas</strong>.</p>
<p>E a nossa vida, no final das contas, está diretamente ligada a isso. Tudo depende das coisas nas quais depositamos o signifado daquilo que nos faz feliz e que faz com que nossas vidas valham a pena. Alguns acham que dinheiro significa felicidade; outros que é o sucesso profissional a razão de viver… A verdade é que a felicidade não está tão distante e nossa vida não depende disso tudo. A felicidade pode estar em coisas simples, comuns, como um amora, uma música, um texto, um sorriso, um abraço. Depende apenas da maneira como você vê as coisas que o cercam.</p>
<p>No final das contas, são coisas triviais que fazem a vida valer a pena.  É como dito em um dos meus filmes* preferidos:</p>
<blockquote><p>“A maioria dos dias do ano é comum. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida. “</p></blockquote>
<p>Se esperarmos um grande evento para nos sentirmos felizes, perderemos a maior parte de nossas vidas nessa espera.</p>
<p><em>* Filme: 500 dias com ela (500 days of Summer)</em></p>
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		<title>Uma vez escritor…</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 23:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo estava extremamente bem na minha vida de aspirante a escritor. Eu pensava até que a vida seria mesmo fácil. Pura boemia. Imaginava um tanto de cerveja* aqui, muito dinheiro ali e, claro, um monte de mulheres maravilhosas sobre mim, todas admiradas com meu enorme talento (inclusive para escrever). Era um baita projeto de vida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo estava extremamente bem na minha vida de aspirante a escritor. Eu pensava até que a vida seria mesmo fácil. Pura boemia. Imaginava um tanto de cerveja* aqui, muito dinheiro ali e, claro, um monte de mulheres maravilhosas sobre mim, todas admiradas com meu enorme talento (inclusive para escrever). Era um baita projeto de vida, sem dúvidas. Nessa ilusão, bastava eu evoluir um pouco para chegar ao nível de um Verissimo. Ou, se eu fosse um pouco mais safadão, um Nelson Rodrigues.</p>
<p>Seria o suficiente. Desfrutaria de tudo o que há de bom nesta vida, do melhor jeito possível. Viveria cercado de seios pomposos. O Corinthians até ganharia a Libertadores, sobre a qual, inclusive, eu faria uma crônica. E se desse alguma merd*, tudo bem, já serviria como assunto para escrever, quem sabe, uma autobiografia. Seria um sonho, de fato.  Mas a vida&#8230; PQP!&#8230; A vida é uma caixinha de surpresas. Então, quando tudo parecia estar caminhando bem, virei aluno de Direito&#8230;</p>
<p>Entrar numa faculdade de Direito meio que significou jogar na lama minhas aspirações literárias. Afinal, foi lá que eu tive meu primeiro contato com o juridiquês. E isso foi o fim. Meu negócio, afinal, era escrever textos despretensiosos, informais, livres.  Nos meus textos eu podia usar redundâncias à vontade, ser pessoal, gostoso, forte e sensual. Ou seja: eu podia ser eu mesmo =P.  Depois do juridiquês, contudo, a coisa mudou. E, com o tempo, escrever sem compromisso passou a ser algo extremamente difícil.</p>
<p>Eu escrevia algo aqui, algo ali, mas nunca sentia que era algo para ser publicado. Tudo parecia sem graça, chato e bobo. E não por pouco. Depois de começar a usar determinada linguagem técnica, você acaba perdendo aquele jeito antigo de escrever. As coisas ficam mais rigorosas, afinal.  E isso é frustrante. No final das contas, tudo isso refletiu diretamente neste blog, que acabou um tanto quanto abandonado.</p>
<p>No entanto, após incessantes apelos, e-mails, tuítes, apertões de bunda e até sinais de fumaça (mentira =P), resolvi que é hora de vencer essa barreira que se criou na minha cabeça e <em>!tchanananã!</em> voltarei a escrever neste blog.</p>
<p>Claro que o tempo disponível não é o mesmo de antes. Mas, por outro lado,  escrever é algo sensacional. E não quero e nem posso deixar algo tão bom assim pra trás.</p>
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		<title>Minha primeira vez (ou quase)</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 23:31:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu já devo ter dito aqui antes, mas vale repetir: vida de homem é difícil. Tá, tudo bem que mulheres devem sofrer um bocado com uma porção de coisas, como depilação, peso, maquiagem, TPM&#8230; Não, TPM, não &#8212; quem sofre com isso somos nós. Enfim, por mais que mulheres tenham seus problemas, eu digo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já devo ter dito aqui antes, mas vale repetir: vida de homem é difícil. Tá, tudo bem que mulheres devem sofrer um bocado com uma porção de coisas, como depilação, peso, maquiagem, TPM&#8230; Não, TPM, não &#8212; quem sofre com isso somos nós. Enfim, por mais que mulheres tenham seus problemas, eu digo que homem sofre muito. E isso por um motivo básico: mulheres.</p>
<p>Mulher é algo que, por mais fodástico que o cara seja numa ciência qualquer, ele nunca, jamais, em hipótese alguma, conseguirá entender. Ou pelo não o suficiente para evitar brigas em época de TPM, para saber se é pra deixar ou não a tampa do sanitário levantada, se a toalha molhada pode ficar ou não em cima da cama e essas complexidades todas. Seja o que for, senti a maior crueldade feminina na adolescência, num período sobre o qual&#8230; é até difícil de falar&#8230; enfim, na minha primeira vez.</p>
<p>Acredite, até eu, com tanto <em>sex appeal</em>, <em>know how</em> e gostosura, já fui iniciante nessa arte. Enfim, eu lembro que, por toda a adolescência, aprendi que deveria ter calma, paciência e ser muito carinhoso com a mulher naquelas horas, muito mais se fosse a primeira vez dela. Já fui, desde logo, portanto, incentivado a ser um cavalheiro, a tratar a garota como uma rainha. Pobre garoto, mal sabia eu o que me esperava nesta vida.</p>
<p>E assim, com tudo isso em mente, numa noite qualquer, lá nos idos de 2006, vi aquela garota. Eu com 17, ela com 23. 6 anos de diferença para acabar comigo. Eu bem devia ter percebido que a iniciativa devia ter sido minha. Vai ver me daria maior segurança, sei lá. Mas não. Pobre garoto inocente de interior, cheguei lá, na cama da garota, de algum modo para o qual não contribuí.</p>
<p>De qualquer jeito, eu estava gostando daquilo. Afinal, eu estava com uma mulher nua, e melhor, não era The Sims, Emanuelle ou algo do tipo&#8230; É, mas o pior é que o problema estava justamente aí. Quer dizer, eu nunca tinha estado com uma garota naquelas condições. Por precaução, fingi que sim. Bobagem. Não adiantou nada.</p>
<p>Quando a garota me fez homem (não acredito que escrevi isso hauhaua), o bicho pegou. Minha cabeça entrou em pânico. Pirei. Mentalmente, soltei um PQP com convicção. &#8220;Que p#rr@ é essa?&#8221; &#8211; pensei. Sério, eu havia esperado tanto por aquilo? Tantas noites de treinamento com Emanuelle por aquilo? Se me dessem um chute no saco naquele momento, eu estaria no lucro. Eu sentiria alguma coisa pelo menos. Porque, sinceramente, não senti NADA.</p>
<p>Entrei em colapso. E aquele pensamento, que não se deve ter JAMAIS nessas horas, veio. Acho que até abri os olhos de tanto pânico. Sem entrar em maiores detalhes, só digo que, depois daquela fatídico pensamento, os peitinhos da Hebe eram mais duros e firmes. Meus ativos caíram mais que a bolsa de Nova York durante a crise.</p>
<p>Foi uma realidade dura (mole, na verdade&#8230;) para a qual eu não estava preparado. Nunca me falaram sobre isso. Pensei que fosse algo que acontecesse, tão-somente, com pessoas velhas, não com um cara de apenas 17 anos. Pfff&#8230; Muitas coisas não foram escritas e nem ditas, eu devia saber. Mas enfim, tanto faz, estava acontecendo. E não tinha botão de <em>reset</em>, nem de excluir, bloquear ou algo do tipo. Era a realidade nua e crua. Quer dizer, nua e com um cara assustadoramente desapontada.</p>
<p>E aí, meu caro, foi o ponto crítico da minha existência masculina nesse mundo. Porque esse negócio de compreensão e de paciência não está em nenhuma revista feminina, livro ou coisa assim, acho.  Ou não em alguma que aquela garota tivesse lido.  Afinal, a cara que ela fez não passou nem perto disso. Fui simplesmente fuzilado mentalmente. Naquele momento, até Elton John se sentia mais macho, a propósito.</p>
<p>Depois disso, fiquei uns meses traumatizado. Mas, no entanto, com toda essa potência e disposição características, eu não poderia me deixar vencer. As mulheres não mereciam pagar pela crueldade de uma delas, afinal (propaganda pouca, né?). Fui pra pista. E ali nasceu a lenda. HAHAHA!</p>
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		<title>Feliz 2010!</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 16:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este foi um ano bom! Dos melhores, eu diria. Tive quase todas as experiências que eu queria ter. Consegui uma namorada (uma ex também, diga-se de passagem haha). Conheci o Rio de Janeiro. Consegui um estágio sensacional. E, enfim, não posso reclamar. É bem verdade que no meio desse caminho o blog ficou de lado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este foi um ano bom! Dos melhores, eu diria. Tive quase todas as experiências que eu queria ter. Consegui uma namorada (uma ex também, diga-se de passagem  haha). Conheci o Rio de Janeiro. Consegui um estágio sensacional. E, enfim, não posso reclamar.</p>
<p>É bem verdade que no meio desse caminho o blog ficou de lado, motivo pelo qual devo até desculpas. Mas&#8230; É assim. Escrita é algo de momento. E devo dizer que em 2009 não estive nesse momento. Ou não o suficiente para me sentir seguro em publicar.  </p>
<p>Mas, com as coisas boas e as coisas ruins que ficam em 2009, acho que ficará também esse bloqueio, essa falta de inspiração. Em 2010, quero escrever novamente. E quero fazer isso bem!</p>
<p>Por fim, meus votos para que 2010 seja um bom ano a todos nós!</p>
<p>E que, enfim, eu volte escrever! E que vocês, leitores, gostem tanto ou mais que antes!</p>
<p>Um abraço másculo e um afago (que  po##@ é essa?) a  todos vocês!</p>
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		<title>O Fora</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 18:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando comecei a escrever este blog, eu era um tanto quanto incapaz de chegar numa garota e deixar claro o meu interesse. Para não dizer totalmente incapaz, eu chegava junto, tão-somente, se a mulher deixasse bem claro que também estava interessada. E até chegar nesse momento, acredite, precisava de muitos olhares, cruzadas de pernas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comecei a escrever este blog, eu era um tanto quanto incapaz de chegar numa garota e deixar claro o meu interesse. Para não dizer totalmente incapaz, eu chegava junto, tão-somente, se a mulher deixasse bem claro que também estava interessada. E até chegar nesse momento, acredite, precisava de muitos olhares, cruzadas de pernas e os mais variados sinais de interesse feminino. Sim, eu era mole. Na boa, meu caro, naquelas circunstâncias, se a humanidade dependesse de mim para perpetuar a espécie, a humanidade estaria na fossa (artifício supimpa para não escrever a palavra “merda”).</p>
<p>De algum modo, no entanto, ao custo de muitos foras, comecei a aprender como funciona a mente feminina. E o mais importante: descobri que tentar mudar minha maneira de ser não resolveria o problema. Foi então que decidi me envolver com mulheres que gostam do que eu gosto, ou que pelo menos aceitem ou procurem entender (cinta-liga, oi?). Não adianta, afinal, querer ser o que você não é. Simplesmente não dá certo. E, felizmente, quando descobri essa verdade, a mágica se fez. E o macho dentro de mim despertou &#8212; ui.</p>
<p>Inexplicavelmente, depois da minha caminhada espiritual e a descoberta do meu eu interior (cof), algumas garotas começaram a se interessar pelas minhas qualidades (potência, tamanho&#8230; hã?) e, de uma hora pra outra, me vi imerso <del datetime="2009-02-03T18:36:41+00:00">num mundo de confusão e alta azaração</del> nesse universo de mulheres. E o melhor: agora eu estava do lado certo da força. Ao invés de ser o amigo-irmão, eu era aquele que beijava e, enfim, a &#8220;piada do armário&#8221; começou a fazer um sentido absurdo para algumas garotas. O.o</p>
<p>Acontece que se a falta de mulheres é um problema, o excesso também é. Afinal, eu até concordo que sou demasiadamente potente, mas tenho um limite (sim, eu faço auto-propaganda). E então descobri que precisaria fazer algo inédito: dar o fora. E logo eu, a vítima dos foras, virei o carrasco.</p>
<p>Mas como dar o fora? Afinal, por mais que já tenha sentido o gostinho amargo da auto-afirmação alheia, não acho necessário fazer o mesmo. É só uma questão de interesse, nada mais. Não necessito jogar a garota pra baixo. Se não estou interessado mais na nela, não significa que ela não é boa o suficiente, ou que eu sou melhor. Mas como deixar isso claro? Bom, sei lá. Não sei. E por isso, sem amizade, sem nada, a garota sumiu. </p>
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		<title>Retorno</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 06:30:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de tanto tempo sem postar, eu sinto até uma certa vergonha de escrever qualquer coisa aqui. Afinal, como abandonar o blog assim, sem mais nem menos? Ok, difícil explicar. Mas acontece que simplesmente as idéias não vinham, a vontade também não, visto que, depois de ter sido reprovado no meu concurso, fiquei desanimado pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de tanto tempo sem postar, eu sinto até uma certa vergonha de escrever qualquer coisa aqui. Afinal, como abandonar o blog assim, sem mais nem menos? Ok, difícil explicar. Mas acontece que simplesmente as idéias não vinham, a vontade também não, visto que, depois de ter sido reprovado no meu concurso, fiquei desanimado pra tudo, cheio de mimimi e tal. E o tempo foi passando&#8230; E nisso, esse blog acabou abandonado à própria sorte por nada menos do que 2 meses! Vergonhoso.</p>
<p>Devo, nesse meio tempo, ter perdido alguns leitores (ou muitos). Mas antes que o estrago ficasse ainda maior, decidi voltar e retomar meu caminho. </p>
<p>Então, senhores leitores deste blog, oficialmente, estou de volta!</p>
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		<title>A barriga</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 14:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como dito aqui, há um tempo, decidi ser uma pessoa mais cuidadosa com minha saúde. E não por pouco. Queria, afinal, me tornar um japa sensual, potente e musculoso. E bom, concluí que, para isso, eu precisaria dar uma pausa na comilança desenfreada e partir para uma alimentação saudável. Enfim, precisaria me sacrificar. Com esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como dito aqui, há um tempo, decidi ser uma pessoa mais cuidadosa com minha saúde. E não por pouco. Queria, afinal, me tornar um japa sensual, potente e musculoso. E bom, concluí que, para isso, eu precisaria dar uma pausa na comilança desenfreada e partir para uma alimentação saudável. Enfim, precisaria me sacrificar.</p>
<p>Com esse objetivo, além de sofrer levantando peso, passei a comer, tão-somente, aquilo que diziam que era saudável. Carnes, por exemplo, apenas aquelas consideradas magras. Pão, só do integral, e com peito de peru, pois este não tem gordura. Enfim, uma frescura só.</p>
<p>A vida, porém, nos traz algumas revelações. E assim, há um tempo, num desses dias em que eu bebia sossegadamente uma Coca-Cola Zero, na faculdade, percebi que havia uma verdade inconveniente por trás daquilo, algo que, até então, eu não havia percebido: eu estava emboiolando. Quase uma gazela. Quer dizer, para mim, eu só estava cuidando da minha saúde, mas, efetivamente, tudo me levava a crer que eu, na verdade, estava é partindo para o lado rosa da força. Um trauma. Cheguei até a ouvir um I will survive ao longe, contextualizando a cena. Foi ó do borogodó&#8230; COF!&#8230; digo, foi complicado. </p>
<p>Depois desse dia, desandei. Voltei a comer tudo o que tinha direito, sem dó nem piedade. Afinal, homem que é homem como de tudo (Ronaldo Fenômeno que o diga). E para piorar a situação, fiz uma pequena cirurgia e me proíbiram de fazer musculação por um mês. Legal. O tempo de repouso passou, e eu não voltei para academia. Resultado? Pff&#8230; Meus, outrora, definidos músculos evaporaram. Viraram estatística. E pior, <a href="http://www.supra-sumo.org/2007/dores-no-pescoco-dores-nos-bracos-dores-em-tudo">minha barriga voltou a crescer</a>. ¬¬&#8217;</p>
<p>Está certo, eu sei bem que muitas mulheres até gostam de uma barriguinha. Sei lá, né. Há &#8220;n&#8221; explicações para tal gosto. Eu, no entanto, prefiro não tê-la. Parei de comer comidas gordurosas, desde já. E não, não sou gay. </p>
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		<title>Estranhos</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 20:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na minha adolescência, havia uma garota por quem eu era apaixonado. Achava eu que ela era a mais linda, a mais simpática e, com isso, alimentava esperanças de que seria ela a mulher da minha vida. De algum modo, eu não conseguia enxergar meu futuro sem ela. Ela seria uma namorada, ou então, no mínimo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha adolescência, havia uma garota por quem eu era apaixonado. Achava eu que ela era a mais linda, a mais simpática e, com isso, alimentava esperanças de que seria ela a mulher da minha vida. De algum modo, eu não conseguia enxergar meu futuro sem ela. Ela seria uma namorada, ou então, no mínimo, uma grande amiga. Enfim, era a garota que mudava meu dia e que, pensava eu, mudaria minha vida. Mas o tempo passou e nada disso aconteceu. </p>
<p>Eu e ela, que éramos tão amigos, seríamos qualquer coisa juntos. Hoje, no entanto, sequer nos falamos. Sei que agora ela é mãe, mora em outra cidade. No mais, posso dizer que somos estranhos. </p>
<p>E assim como ela, outros amores ficam e ficaram, dia a dia, para trás. E isso é, no mínimo, curioso. Ora estamos dizendo o quanto amamos determinada garota e o quanto precisamos dela em nossa vida, e em outra, por orgulho ou pelo motivo que for, a olhamos como se fosse uma estranha. </p>
<p>Pensando bem, talvez sejamos isso mesmo: estranhos. Ou melhor, somos apenas convenientemente conhecidos. Isso porque, quando não for mais conveniente, voltaremos a ser tão desconhecidos quanto éramos antes. É o que acontece quando um namoro acaba e um outro começa, quando se consegue um emprego melhor, quando se muda de cidade&#8230; Pessoas acabam ficando para trás. E no fim, somos todos estranhos. </p>
<p>Mas sei lá, talvez seja apenas coisa da minha cabeça&#8230;</p>
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		<title>Instinto masculino</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 19:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chá de cogumelo]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres e eu]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>

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		<description><![CDATA[Na adolescência, fui um tipo de estranho no ninho. Isso porque nunca gostei muito do que os outros caras da minha idade gostavam. E antes que me chamem de fruta, biba e outras coisas mais, vos digo que de mulher eu gosto (de cinta-liga, principalmente). Bom, o fato é que eu não curtia as coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na adolescência, fui um tipo de estranho no ninho. Isso porque nunca gostei muito do que os outros caras da minha idade gostavam. E antes que me chamem de fruta, biba e outras coisas mais, vos digo que de mulher eu gosto (de cinta-liga, principalmente).  Bom, o fato é que eu não curtia as coisas que, em tese, deveria curtir. </p>
<p>Eu, por exemplo, ao contrário dos meus amigos, não olhava para as bundas das mulheres e nem falava besteiras. E repito: não era fruta. Sei lá, achava eu que elas não gostavam disso e, por respeito, eu simplesmente não fazia.  Sabe como é, romântico.</p>
<p>No entanto, acho que há algo que acompanha o homem desde os primórdios tempos: o instinto selvagem. A linha que divide o homem cavalheiro de um homem tosco e sexualmente feroz é, sem dúvidas, tênue. Não à toa, hora ou outra, um jantar a luz de velas “acaba” em tapas e puxões de cabelos. É a natureza. </p>
<p>Não tem jeito, cedo ou tarde, esse instinto aflora. E assim, por mais que eu possa achar que flores deixam uma mulher feliz, minha natureza, hoje, diz que isso só acontece, de fato, depois de uma noite daquelas (tapas&#8230;). </p>
<p>O que quero dizer é que definitivamente não tenho culpa se ela me pegou olhando discretamente para a bunda dela. =/<br />
<em><br />
P.S.: Não abandonei este blog, embora pareça que sim. O fato é que estou me preparando para o concurso do TRT-SP. O concurso é para dia 16 de Novembro, sendo que, no dia 30 do mesmo mês, tenho outro concurso para Defensoria Pública&#8230; Então, tenho pouco tempo e muita matéria, daí já viu&#8230; Mas repito: este blog está vivo. =)</em></p>
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		<title>Amizade Colorida</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 04:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres e eu]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Moderna]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse blog, devo dizer, é uma espécie de psicanálise. Isso porque aqui aprendi muito. Mudei muito. O motivo dessa mudança, eu acho, se deve ao fato de que é aqui o local onde coloco para fora todas minhas fantasias, anseios, enfim&#8230; coisas do cotidiano. E, bom, de tanto pensar, escrever e tudo mais, eu, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse blog, devo dizer, é uma espécie de psicanálise. Isso porque aqui aprendi muito. Mudei muito. O motivo dessa mudança, eu acho, se deve ao fato de que é aqui o local onde coloco para fora todas minhas fantasias, anseios, enfim&#8230; coisas do cotidiano. E, bom, de tanto pensar, escrever e tudo mais, eu, de certa forma, amadureci. Cresci. </p>
<p>Claro, ainda preciso aprender e mudar bastante, mas que é inegável a diferença, isso é. E principalmente no que diz respeito ao que sei sobre mulheres. Ora, antes eu só me ferrava (pra não dizer coisa pior) quando o assunto era mulher. </p>
<p>Agora, no entanto, porém, já tenho um certo <em>know-how</em> pra parada. Exemplo disso é o que aprendi sobre a amizade com mulheres. Ou melhor, amizade com mulheres que quero &#8212; com o perdão da palavra &#8212; pegar. Agora, diferentemente de outrora, nada de ser confessionário de gurias nas quais tenho interesses sexualmente intensos (Darwin explica). Ser amigo, sim; ser amigo assexuado, never, jamais, em hipótese alguma! De resto, <strong>amizade colorida</strong> resolve. </p>
<p>Aliás, amizade colorida foi uma das melhores coisas que descobri ultimamente. Afinal, é o inferno ouvir amigas falando sobre outros caras ou coisas desse tipo. E com amigas coloridas, geralmente, esse problema não existe. Você conversa, ajuda e continua sendo tudo o que amigos normalmente são, tendo, no entanto, a possibilidade de fazer uns &#8220;extras&#8221;. É, há horas que uma pegada forte é a melhor coisa podemos fazer por uma amiga. E amigos servem para tudo.</p>
<p>A amizade, claro, pode ficar em risco. Uma hora, afinal, um dos dois pode gostar mais do que deveria, e assim estragar tudo. Mas não é nada que não possa ser resolvido com um pouco de maturidade. E, tampouco, é motivo para não curtir tudo o que uma boa <del datetime="2008-08-25T04:13:29+00:00">amiga</del> amizade pode oferecer. </p>
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		<title>Bloqueio de escritor</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 20:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mário Yanase</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tudo e etc.]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se passou quase um mês desde o último post publicado nesse blog. E ora, meus leitores devem estar achando &#8212; e não por pouco &#8212; que esse blog foi abandonado, ou ainda, quem sabe, que eu sou o blogueiro mais vagabundo que existe. Mas, entretanto, no entanto, preciso confessar: não consigo escrever. Isso mesmo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já se passou quase um mês desde o último post publicado nesse blog. E ora, meus leitores devem estar achando &#8212; e não por pouco &#8212; que esse blog foi abandonado, ou ainda, quem sabe, que eu sou o blogueiro mais vagabundo que existe. Mas, entretanto, no entanto, preciso confessar: não consigo escrever. Isso mesmo. Eu tento, me esforço, mas não consigo. <BR id=a848><BR id=a8480>Os textos até saem, mas ficam assustadoramente péssimos. Ruins mesmo. Daí já viu, não demora muito e estou me questionando se meu jeito para escrever acabou, se preciso parar e tudo mais. O inferno. <BR id=a8481><BR id=a8482>O pior é que não adianta muito ficar insistindo, porque quanto mais se pensa no assunto, mais ele piora (Murphy explica). E não, não há viagra que dê jeito. <BR id=a8483><BR id=a8484>E não é, afinal, a primeira vez que isso acontece. =/ <BR id=a8485></p>
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