Já falei sobre este assunto por aqui, mas, com o lançamento do novo CD, é inevitável não comentar novamente... =)
Quando lá no passado, 4 jovens estudantes decidiram formar os Engenheiros do Hawaii, eu sequer havia nascido. De lá para cá, muito tempo se passou, muita coisa mudou, eu nasci, cresci, e dos 4 integrantes iniciais da banda, restou apenas um: Humberto Gessinger. Analisando assim, superficialmente, eu diria que era o suficiente para qualquer banda perder o rumo, a identidade. Seria sim, mas não foi bem esse o caso de Engenheiros do Hawaii, pois a banda continua tão boa quanto antes. Eu diria que está até melhor, embora alguns fãs das antigas, que são mais conservadores, possam dizer que não. Na verdade, não creio que há algum fã que realmente não goste da fase atual, o que se comprova com a chegada do novo CD, lançado em Setembro.
É deveras interessante observar uma banda como Engenheiros. Nesses 22 anos (!) de carreira, eles se reinventaram muitas vezes, ou pelo menos é o que percebo. No comecinho, lá nos anos 80 e guaraná com rolha, Engenheiros do Hawaii era uma banda de um rock um tanto psicodélico, típico da década de ouro. Com o tempo, passaram ao rock mais tradicional, embora sempre diferenciados e com estilo próprio. Já atualmente, os Engenheiros do Hawaii estão mais acústicos, dando ênfase ao som da viola, do violão, da gaita, etc, e, sobretudo, às letras.