A difícil saga do macho moderno

Antes, ser macho era fácil. Você nascia com uma coisa a mais ali embaixo (vulgo Lightsaber) e pronto, era macho para toda vida, ninguém contestava. Todos os parentes olhavam e diziam com muito orgulho: - Esse é macho! Era assim, simples. Daquele momento em diante, sua tarefa era crescer, casar e levar o nome da família adiante. Não muito mais que isso.

Assim, desde cedo, fomos criados para sermos verdadeiros machos, pois essa é a nossa única tarefa. Ou melhor, pelo menos assim nos foi ensinado. Enfim, a verdade é que aprendemos que somos um tipo de nirvana da sexualidade, que as mulheres precisam de nós e que não precisamos fazer muito para isso. Elas precisam de nós e ponto, e, para isso, nos basta o fato de sermos homens. Bobagem. Felizes eram nossos avôs, pois naquela época isso ainda era uma verdade. Não mais.

O fato é que tudo mudou quando certas mulheres decidiram queimar seus sutiãs. Não sei exatamente o que simbolicamente representa uma “queima de sutiãs” — e acho que nem os homens daquela época entenderam muito bem. Acho que ficaram até felizes. “Legal! Ficarão mais soltos! Eu já disse que sou louco por seios balançantes?” — deviam ter comentado. Enfim, tolos. Mal sabiam eles que era o princípio do fim.

Ali, em meio aquelas chamas, começava a esvair tudo o que nós homens fomos por milhares de anos. É verdade, dali em diante nunca mais fomos os mesmos. E uma verdade apareceu: mulheres mandam em homens.

Mas, tudo bem, aprendemos a nos adaptar a essa realidade, afinal, somos homens. Se mulheres não gostam de homens fedidos, ok, sem problemas, usamos perfumes. Não gostam de cozinhar? Tudo bem, nós cozinhamos também. Enfim, pouco a pouco, fomos nos encaixando novamente ao gosto da mulher. Tudo bem que alguns exageraram… Mas enfim, acabamos superando isso. Além do mais, as mulheres ainda precisam de nós. Quer dizer, precisavam, pois não precisam mais. E por quê? Simples:

Técnica daria espermatozóides às mulheres

[...] Criar espermatozóides de mulheres significa que eles só seriam capazes de produzir filhas mulheres porque o cromossomo Y do espermatozóide masculino é o responsável pelo nascimento de meninos. [...]

É, fechou, quem manda nessa p*rra não é mais o Capitão Nascimento, nem eu e nem o restante dos homens. Estamos em extinção. Afinal, se nós homens precisarmos nos reproduzir entre nós, é melhor deixar este mundo para as mulheres mesmo…

E o Google me puniu

Bom, como diria o capitão Nascimento: “Esse negócio vai dar m*rda”. E deu. O Google pelo jeito não gostou de tantos links, que havia no post anterior, e me mandou pras cucuias! Isso porque eu tomei alguns cuidados para evitar esse fatídico fim, mas não teve jeito, o sr. Google ficou bravinho. Moça. E o que ele fez? Me puniu! E não ria, não, rapaz! A coisa é séria.

Agora, para variar, meu blog está fora das buscas do Google por sabe-se lá quanto tempo. Mas sem pânico, em breve ele volta! :D

Músicas de forró me dão medo

Eu não sou lá um grande exemplo do bom gosto musical. Longe disso. Ouço músicas bem toscas, eu sei. Porém, sinceramente, ainda assim, estou satisfeito com meu gosto musical. Quer dizer, acho realmente bom não gostar de músicas de Pagode, Funk, Axé ou coisa que o valha. Sei lá, nada contra quem gosta, mas eu não suporto estes tipos de músicas. Tenho raiva mesmo. E não sei por que, só sei que não gosto.

Mas, de verdade, o tipo de música que eu menos gosto é o Forró. E eu só não digo que odeio forró porque odiar é coisa de emo. E também não gosto de Emo. Mas enfim, Forró realmente é triste. Sei lá, além de roubarem melodias de outras músicas, eles arrebentam com a letra. Estragam mesmo. Sem contar que adicionam tudo quanto é termo sacana na música. A música abaixo é um bom exemplo:

 Brucelose – Sweet child mine

Ah, claro, não posso esquecer dos nomes das bandas. Os nomes são de doer a alma. É um pior que outro… Suvaco da Menina, Arrocha meu boi, Moléstia de pau, Vaco-vaco na capinhola, Calcinha Derrapada e por aí vai…

Música achada no blog Ao Fundo

Por que não ser amigo de mulheres

Se há algo realmente esquisito entre homens e mulheres, eu digo que isto se chama amizade. Sinceramente, demorei a entender, mas mulheres não sabem ser amigas de homens. E falo de amizade mesmo, sem que haja rala-e-rola, pegação… Nada. Não dá certo. Ou pelo menos não antes de você mostrar que é homem para tudo, e não só para ser amigo.

Infelizmente, nós homens não somos muito bons para separar as coisas. Não conseguimos ver amigas apenas como amigas. Mulher é mulher, sendo amiga ou não. E é justamente aí que se encontra o problema. Uma mulher, a partir do momento que nos considera um amigo, não nos vê mais como homem, e sabe-se lá por que. Diferente de nós, que ainda acharemos muito atraente aquela – com o perdão da palavra — bunda que só ela tem; que ainda ficaremos fascinados com maneira que ela sorri. Afinal, antes de amigos, somos machos toda vida. E é justamente isso que as mulheres não entendem…

Uma hora você acaba gostando mais do que deveria, não tem jeito… Afinal, você entende ela, sabe do que ela gosta e não gosta… Então, acaba ouvindo a famosa frase: “Não quero estragar nossa amizade… Você é muito bom para mim… etc e etc”. Céus! Sabe-se lá onde as mulheres aprendem a falar isso, mas é o que elas sempre falam.

Eu, por exemplo, cometi esse erro no passado: virei amigo da garota que eu mais gostava. Fiz isso para conquistá-la. E, claro, não deu certo. E não importa que você seja um cara atencioso, saiba justamente do que ela gosta; seja porto-seguro… o típico cara que ela sempre quis como namorado… Quando ela precisar de alguém que não seja apenas para chorar, certamente este alguém não será você. Aliás, esse é o problema da maioria das mulheres: vivem dizendo que procuram um cara que saiba entendê-las, mas são com os tais canalhas que elas ficam.

Pior: Ela ficará com os caras mais toscos que você imagina. E você? Bom, é para você que, depois, ela contará sobre namorados e o quanto eles não prestam, o quanto os homens são canalhas, etc, etc… Esquecendo-se, claro, de que você também é um homem.

A última infância feliz

Eu sou um cara um tanto observador, talvez não tanto quanto gostaria, mas o suficiente para perceber certas coisas. Eu gosto de observar detalhes de algumas situações e, a partir destas, criar meus conceitos, enxergar certos padrões ou coisas neste sentido. É esquisito, mas é interessante. Foi assim, por exemplo, que me dei conta – talvez tarde — de que não há mais infância. Ou melhor, não a infância que eu conheci — aliás, a que nós conhecemos –, uma infância onde crianças eram apenas crianças e nada mais.

Observando as crianças de hoje em dia, vejo que fui um privilegiado. Até mesmo o medo que eu sentia do Fofão bizonho era uma coisa boa. Na verdade, tudo que envolvia nossa infância era assim bom, como Castelo Rá-Tim-Bum, Mundo da Lua, Cavalo de Fogo, Punky, TV Colosso; brincar de pega-pega, esconde-esconde, enfim… Hoje não, agora tudo é vazio, sem graça. Talvez por isso as crianças queiram deixar de ser crianças cada vez mais cedo. Pode ser engano meu, mas deve ser por isso também que estas garotas ficam grávidas tão cedo. Quando eu era criança, por exemplo, não me recordo de ter visto adolescentes grávidas — ou crianças de 13 anos. A verdade é que elas não têm muito o que aproveitar da infância, pois penso que a infância, que nós conhecemos, não existe mais.

Basta observar para perceber. Hoje em dia, tudo é feito sem muito pudor. Estas crianças não têm mais aquela pureza que tínhamos antes. Sinceramente, eu até me espanto com as coisas que elas sabem. Tudo bem que informação é importante, mas ela se torna um retrocesso quando é revelada antes do tempo. É o que acontece hoje.

Lembro-me de que antes as paqueras eram feitas através dos famosos cadernos de perguntas. Era tudo assim, simples, básico, sem muita malícia. Bons tempos aqueles em que amor infantil não passava do simples gostar. Ok, eu sei… Eu sei que estou parecendo um velho. Mas oras, estamos falando de crianças! Observe como se comportam estas crianças de 11 anos. Sinceramente, não consigo achar normal. Não é normal… Ou talvez eu esteja ficando velho mesmo, quem sabe? Mas ainda prefiro o tempo em que crianças acreditavam que bebês vinham das cegonhas…

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